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Explosão em Nova Iorque foi “um ato de terrorismo” interno

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RASHID UMAR ABBASI/REUTERS

A afirmação é de Andrew Cuomo, governador de Nova Iorque. Não foi ainda, contudo, identificada nenhuma ligação a grupos terroristas. Bomba explodiu no sábado à noite, no bairro de Chelsea, em Nova Iorque

Helena Bento

Jornalista

A explosão que ocorreu no sábado à noite no bairro de Chelsea, em Nova Iorque, e que deixou 29 pessoas feridas, “foi um ato de terrorismo”, afirmou este domingo Andrew Cuomo, governador de Nova Iorque. Não foi ainda, contudo, identificada nenhuma ligação a grupos terroristas.

“Depende do que entendermos por terrorismo, mas uma bomba a explodir em Nova Iorque é obviamente um ato de terrorismo”, disse o governador, em declarações à BBC, sublinhando, no entanto, que “não há quaisquer ligações entre a explosão da bomba e o terrorismo internacional”. “Não foi identificada qualquer ligação ao ISIS [autoproclamado Estado Islâmico]”. Andrew Cuomo garantiu ainda que os responsáveis pela explosão serão encontrados e punidos.

O incidente aconteceu pelas 20h30 locais (1h30 da madrugada deste domingo em Lisboa). Segundo testemunhas citadas por meios de comunicação locais, o engenho explosivo estava dentro de um caixote de lixo na rua 23, perto da 6.ª Avenida. Horas depois, as autoridades encontraram e removeram um segundo engenho explosivo a quatro quarteirões de distância, semelhantes aos usados no ataque na Maratona de Boston, em 2013, afirmou, sob anonimato, uma fonte da polícia, citada pelo “The New York Times”,

Em conferência de imprensa, o autarca de Nova Iorque, Bill de Blasio, admitiu que a explosão parece ter sido “um ato intencional”, mas sublinhou que, para já, “não há provas” de ligações a terrorismo. “Seja qual for a causa, os nova-iorquinos não se deixarão intimidar”, garantiu o governante local.