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Justiça sueca mantém mandado de detenção contra Julian Assange

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Tribunal da Relação de Estocolmo rejeitou o pedido de levantamento do mandado de detenção por considerar que existe risco de fuga à justiça ou a condenação

Helena Bento

Jornalista

Um tribunal sueco decidiu, esta sexta-feira, manter o mandado de detenção emitido em 2010 contra o co-fundador do WikiLeaks, o australiano Julian Assange, no âmbito de um processo por alegada violação.

O Tribunal da Relação de Estocolmo “rejeita o pedido de levantamento do mandado de detenção”, considerando que Julian Assange “se mantém como suspeito de violação” e que “existe um risco de fuga à justiça ou a uma condenação”, refere um documento emitido pela instituição, citado pela agência France Presse.

Assange deverá recorrer da decisão. “Seria estranho se não o fizesse”, disse Per Samuelson, um advogado sueco que o representa, admitindo que ainda não falou com o seu cliente depois de ter sido anunciada a decisão do tribunal.

Assange mantém-se há quatro anos na Embaixada do Equador em Londres, localizada na zona de Knightsbridge, para escapar a uma extradição para a Suécia, onde é acusado de uma alegada violação cometida em 2010. O fundador do portal WikiLeaks tem defendido que o objetivo último daqueles que pretendem a sua captura é que acabe por vir a ser julgado nos Estados Unidos, pela divulgação de informações de 500 mil documentos classificados como secretos sobre o Iraque e o Afeganistão e 250 mil comunicações diplomáticas.

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