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Expresso

Internacional

Pequim contra sanções unilaterais à Coreia do Norte

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Lintao Zhang/LUSA

A China diz contudo estar disposta a discutir com os restantes membros do Conselho de Segurança da ONU a “resposta necessária” à ameaça norte-coreana. A tensão cresce na península

Com a subida da tensão na península coreana urge que a diplomacia encontre uma solução para travar a ameaça nuclear de Pyongyang. Este domingo, o secretário de Estado norte-americano vai reunir-se com os ministros dos Negócios Estrangeiros do Japão e da Coreia do Sul para discutirem uma “resposta necessária” à realização de mais um teste nuclear por parte da Coreia do Norte.

John Kerry já alertou que é necessário mais ação por parte da China, que é aliado da isolada Coreia do Norte. Em resposta, o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, disse esta quarta-feira que o país se opõe à aplicação de sanções unilaterais a Pyongyang, mas garante que está disponível para discutir com os restantes membros do Conselho de Segurança da ONU a “resposta necessária” à ameaça norte-coreana.

“Com todos os lados focados numa via autoritária do Conselho de Segurança das Nações Unidas, a China opõe-se a sanções unilatreais que são inúteis para resolver o assunto”, disse o ministro num comunicado citado pela Reuters.

Embora admita que é preocupante a realização do quinto teste nuclear, na semana passada, por parte Coreia do Norte, o governante chinês defendeu que devem ser retomadas as negociações antes de se avançar com o agravamento das sanções a Pyongyang.

Os EUA, a Coreia do Sul e o Japão apelam à aplicação de novas sanções por parte do Conselho de Segurança da ONU, uma vez que a realização do quinto teste nuclear da Coreia do Norte viola as resoluções do organismo.

O secretário de Estado norte-americano já advertiu que o ensaio nuclear da Coreia do Norte terá “fortes consequências”, enquanto o MNE japonês considerou que se tratou de uma ação “imperdoável” que ameaça a segurança regional, apelando à China para contribuir para uma resposta construtiva neste caso.

Entretanto, o regime de Seul anunciou que tem um plano traçado para destruir Pyongyang, caso se verifiquem sinais eminentes de um ataque nuclear por parte do país.