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Internacional

Operação policial europeia detém gang responsável pelo roubo de carros de luxo

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Depois de roubados, os carros eram colocados em contentores para serem exportados

Guarda Civil Espanhola

A operação foi coordenada numa parceria entre a Europol, Serviço Europeu de Polícia, e a Eurojust, órgão da União Europeia que coordena investigações e facilita a troca de informação entre países na luta contra a criminalidade

Uma organização criminosa internacional que roubava e traficava carros de luxo foi desmantelada por polícias europeus. Os líderes do gang - que operava entre a Europa e o Norte de África – são italianos e marroquinos, segundo identificação policial. As forças de segurança de Itália, Espanha e Bélgica fizeram 28 detenções e procuraram ainda em 29 localizações em Itália e Espanha.

A organização criminosa trabalhava em conjunto com uma vasta rede de associados por toda a União Europeia, numa operação “sofisticada”, de acordo com a polícia. O gang conseguia obter informações sobre os proprietários dos carros através do registo italiano de veículos. De seguida, eram criados em Espanha documentos falsificados para coincidir com os dos proprietários, que eram levados ao distribuidor original para que pudesse ser obtida uma cópia das chaves. Os veículos eram posteriormente roubados e exportados. Eram ainda criadas licenças e cartões de seguro falsos para escapar à polícia.

No total, foram apreendidos 40 carros, o que corresponde ao valor de 3 milhões de euros, de acordo com a polícia italiana. Para além dos veículos, computadores, documentos de identidade falsos e 25 mil euros falsificados foram igualmente confiscados.

As investigações que permitiram a captura do gang começaram em Itália em 2015, depois de a polícia ter identificado vários padrões nos crimes através de descrições dadas pelas pessoas a quem o carro tinha sido roubado. As informações recolhidas pela polícia permitiram, de seguida, ligar os crimes que tinham acontecido na Itália com os que ocorreram no resto da Europa.

A porta-voz da Eurojust, Teresa Angela Camelio, referiu que esta ação “demonstra que até os mais sofisticados esquemas criminosos internacionais podem ser desmantelados graças à excelente cooperação judicial ao nível europeu”.