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Assassinado membro do AKP no sudeste da Turquia

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Budak vivia na província de Hakkari, perto da fronteira com o Irão e o Iraque, numa região onde a violência tem crescido desde que o PKK abandonou o compromisso de cessar-fogo em 2015. Milhares de militantes, membros das forças de segurança e civis têm morrido em combate por toda a região

Ahmet Budak, membro do Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP) – partido que está no poder na Turquia – foi morto a tiro em frente à sua casa, no distrito de Şemdinli, localizado na província de Hakkari, esta quarta-feira, avança a Reuters.

Candidato não eleito do AKP por Hakkari nas eleições em novembro do ano passado, Budak foi alvejado na presença do seu filho, quando regressava a casa depois de uma visita para assinalar a comemoração da “Eid al-Adha” (festa do sacrifício), feriado que ocorre depois do Hajj – peregrinação anual a Meca. Budak foi imediatamente levado para o hospital, onde acabou por morrer.

Em relação ao incidente, Fikri Algül, cabeça de lista do partido em Şemdinli, revelou que os autores do crime fugiram depois do ataque. Foi ainda imposto o recolher obrigatório durante três dias na localidade onde Budak foi morto.

Foi o segundo assassinato de um membro do partido de Erdogan. O primeiro ocorreu em agosto na província vizinha de Sirnak, quando militantes do PKK mataram o chefe de uma filial local da ala jovem do partido.

A morte deste político ocorre dois dias depois de militantes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) terem ferido 50 pessoas ao explodirem um carro, numa cidade vizinha, perto dos escritórios do AKP. Como justificação, o PKK disse que a explosão foi uma resposta pelo despedimento dos 24 presidentes de municípios, no domingo.

O Presidente da Turquia e fundador do AKP, Tayyip Erdogan, disse que tem provas de que os presidentes demitidos enviaram apoio aos militantes curdos. Muitos estavam associados com o Partido Democrático dos Povos (HDP), terceiro maior bloco do Parlamento turco, que nega ligações diretas com o PKK, de acordo com a Reuters.

Erdogan prometeu que vai continuar com a campanha militar contra o PKK até que este partido seja eliminado.