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Três sírios detidos na Alemanha por suspeita de pertencerem ao Estado Islâmico

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“No estado atual da investigação da polícia criminal, os três acusados são suspeitos de entrar na Alemanha por ordem do Daesh, fosse para executar uma missão ou para aguardar novas instruções”, pode ler-se num comunicado do ministério público

Três refugiados sírios, chegados à Alemanha durante o afluxo migratório de 2015 e suspeitos de pertencerem ao grupo extremista autoproclamado Estado Islâmico (Daesh), foram esta manhã detidos no norte do país, anunciou o ministério público federal alemão.

Mahir Al-H., de 27 anos, Mohamed A., 26, e Ibrahim M., 18, foram detidos no estado alemão do Eslésvico-Holsácia e os seus apartamentos foram alvo de buscas. Os três chegaram à Alemanha em novembro de 2015, no pico da crise migratória, durante a qual entraram no país um milhão de requerentes de asilo.

"No estado atual da investigação da polícia criminal, os três acusados são suspeitos de entrar na Alemanha por ordem do Daesh, fosse para executar uma missão ou para aguardar novas instruções", pode ler-se num comunicado do ministério público, que decidiu deter os suspeitos por pertencerem a uma "organização terrorista estrangeira".

Mahir Al-H. é suspeito de ter aderido ao Daesh em setembro de 2015 e de ter realizado uma formação em Raqa, o bastião do grupo no norte da Síria.

No mês seguinte, o suspeito e os seus dois presumíveis cúmplices viajaram para a Europa, via Turquia e Grécia, sob o comando de um elemento do Daesh responsável pelos "atentados fora do território" da organização.

"Nenhuma missão ou instrução precisa foi até agora identificada pelos inspetores", disse o ministério público, citado pela agência AFP. Cerca de 200 polícias participaram na operação, segundo a mesma fonte.

A Alemanha foi em julho alvo de dois atentados reivindicados pelo Estado Islâmico e cometidos por migrantes.

As autoridades alemãs têm apelado à população para que não confunda migrantes e terroristas, reconhecendo no entanto que militantes de organizações terroristas entraram no país no fluxo de refugiados.