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França indicia mais três mulheres por alegado plano de ataque à Notre Dame

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STEPHANE DE SAKUTIN / AFP / Getty Images

Suspeitas, com entre 19 e 39 anos, foram presentes a um tribunal de Paris esta segunda-feira e formalmente acusadas de ligações ao autoproclamado Estado Islâmico e de planearem detonar um carro perto da catedral de Paris

A procuradoria-geral francesa abriu investigações formais a mais três jovens mulheres suspeitas de envolvimento num plano de ataque à catedral de Notre Dame, em Paris, com recurso a um carro com seis cilindros de gás que a polícia encontrou naquela zona da capital francesa no início de setembro.

Ines Madani, de 19 anos, Sara Hervouet, de 23, e Amel Sakaou, de 39, foram presentes a um tribunal de Paris esta segunda-feira, e indiciadas por suspeitas de ligações ao autoproclamado Estado Islâmico (Daesh). Uma outra mulher, Ornella G., de 29 anos, já estava sob investigação formal por ligações ao plano falhado.

A viatura sem matrícula foi encontrada a 4 de setembro em Paris com seis cilindros de gás no interior, o que levou as autoridades francesas a lançarem uma busca que culminou em quatro detenções. As três mulheres formalmente acusadas esta segunda-feira vão ficar detidas até ao início do julgamento, acusadas de conspiração terrorista.

O Ministério Público diz que, para além do ataque à Catedral de Notre Dame, as três suspeitas estavam a planear um ataque a uma estação de comboios da capital ou a uma esquadra da polícia, noticia a AFP. O "Le Parisien" diz que as mulheres têm ligações diretas a recrutadores do Daesh na Síria. As três foram detidas na passada quinta-feira em Essonne, no sul de Paris.

Durante a operação, Sara Hervouet terá tentado esfaquear um agente da polícia e Ines Madani foi baleada numa perna por ter tentado atacar um outro membro das forças de segurança, avançam os media franceses. A polícia diz ter encontrado, durante essas buscas, uma carta escrita à mão dentro da carteira de Madani onde esta jurava fidelidade ao líder do Daesh, Abu Bakr al-Baghdadi.

Hervouet teria ligações a Larossi Abballa, militante do grupo radical que em junho matou a sua mulher e um agente da polícia perto da capital francesa, e a Adel Kermiche, um dos dois homens que executaram um padre católico da Normandia no final de julho.