Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Clinton diz que está “muito melhor” e que vai retomar campanha nos próximos dias

  • 333

Justin Sullivan/GETTY

Candidata democrata teve de ser retirada da cerimónia de homenagem às vítimas do 11 de Setembro dois dias depois de ter sido diagnosticada com pneumonia

Hillary Clinton quebrou o silêncio sobre o seu estado de saúde na segunda-feira à noite (madrugada desta terça em Portugal), numa entrevista telefónica à CNN, na qual garante que está a sentir-se "muito melhor" e que pretende retomar a sua campanha presidencial nos próximos dias.

No domingo, depois de se ter sentido mal durante a cerimónia de homenagem às vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001, a médica de Hillary revelou que lhe tinha sido diagnosticada uma pneumonia na sexta-feira, uma informação que a candidata democrata preferiu manter em segredo e que a forçou a cancelar eventos de campanha programados para esta segunda e terça-feira na Califórnia.

"Não achei que fosse um assunto importante", disse a candidata à televisão americana, explicando que só a sua família e conselheiros mais próximos sabiam do diagnóstico. Na mesma entrevista, Clinton explicou ainda que perdeu o equilíbrio por alguns momentos no domingo mas que não chegou a desmaiar. "Senti umas tonturas e perdi o equilíbrio por um minuto, mas assim que entrei [na carrinha], assim que me sentei e que pude refrescar-me, assim que bebi alguma água, comecei imediatamente a sentir-me melhor."

O facto de ter ocultado o diagnóstico de pneumonia do público em geral valeu-lhe críticas dos seus opositores, em particular do rival republicano na corrida, Donald Trump, que nos últimos meses tem acusado a democrata de não estar bem de saúde e argumentado que, por isso, não tem capacidades para assumir a presidência dos EUA.

A campanha de Hillary diz que os médicos lhe diagnosticaram uma forma menos grave de infeção pulmonar bacterial, que não exige internamento hospitalar nem descanso prolongado, garantindo que, nos próximos dias, irão divulgar registos médicos da candidata para enterrar as acusações de doenças ocultas e dar garantias ao eleitorado de que ela está capaz de disputar a presidência nas eleições de 8 de novembro.

Os opositores de Clinton chegaram inclusivamente a acusar a sua campanha de ter arranjado um duplo para fazer-se passar por ela à saída de casa da filha, Chelsea, em Nova Iorque, para onde foi levada durante algumas horas após o quase desmaio no Ground Zero.

Nas redes sociais e nos media, contra os que a criticaram por esconder o relatório clínico surgiram vários apoios, com alguns a aplaudirem o facto de ter continuado investida na campanha apesar de não estar a sentir-se bem e com a rádio pública norte-americana (NPR) a lembrar que o seu caso não é inédito, citando incidentes passados como quando antigo Presidente George H. W. Bush vomitou em cima de um conselheiro do primeiro-ministro do Japão durante um jantar oficial em 1992.

  • Pneumonia de Clinton lança democratas para "território político inexplorado"

    Para já nada indica que a candidata democrata vá desistir da corrida presidencial, após ter sido revelado que foi diagnosticada com uma infeção pulmonar na sexta-feira e que ocultou essa informação dos media. Mas só uma hipotética desistência poderá levar outro candidato que não ela a disputar as presidenciais de novembro com Donald Trump

  • Saúde de Clinton já é (realmente) um assunto de campanha

    Candidata democrata foi diagnosticada com pneumonia na sexta-feira, mas a informação só foi conhecida no domingo depois de ter de ser retirada da cerimónia do 11 de setembro por "desidratação". Viagem que tinha programada para esta segunda-feira já foi cancelada. A menos de dois meses das eleições, o que era apenas um objeto de teorias da conspiração e arma de arremesso dos rivais passa a ser um assunto sério na corrida à Casa Branca