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Quarta tentativa de julgamento do médico Hubert Zafke

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O médico nega a acusação e diz que apenas cuidava de soldados e membros da SS. Os advogados de acusação garantem que Zafke tinha conhecimento dos milhares de mortes que ocorriam dentro do campo

Hubert Zafke, médico que trabalhou em Auschwitz durante um mês – de 15 de agosto a 14 de Setembro de 1944 – deverá ser julgado no tribunal de Neubrandenburg, no nordeste da Alemanha, pela morte de 3681 pessoas no campo de concentração. Esta será a quarta tentativa de julgar o médico de 95 anos. Nas três tentativas anteriores, o julgamento teve de ser adiado por motivos de saúde.

Acusado de ter conhecimento do que acontecia dentro do campo de concentração e que, por esse motivo, contribuiu para o extermínio de milhares de pessoas, Zafke defendeu que o seu trabalho consistia apenas a tratar de soldados feridos e membros da SS e que não tinha contacto com os prisioneiros.

Zafke foi submetido a exames médicos antes do pré-julgamento, com o objetivo de se averiguar em que condições o julgamento se poderia desenrolar, escreve a BBC. A defesa tem aludido à saúde debilitada do médico, que inclui hipertensão arterial e pensamentos suicidas.

De igual forma, o tempo escasseia para a finalização dos julgamentos envolvendo outros sobreviventes Nazis, dado que a maior parte conta já com mais de 90 anos.

Alguns julgamentos não tiveram oportunidade sequer para começar, como foi o caso de Ernst Tremmel, que faleceu em abril, uma semana antes de ir a tribunal.

John Demjanjuk, guarda do campo de concentração de Sobibor, na Polónia, foi condenado a cinco anos de prisão por ter participado na morte de 28 mil judeus, mas morreu num lar em 2012 enquanto apresentava recurso da acusação.

Já Helm M., de 92 anos, foi ilibada na passada sexta-feira pelo tribunal de Kiel, que mencionou que a ex-operadora de rádio da SS em Auschwitz não estava em condições de saúde para ser julgada por cumplicidade na morte de 260 mil pessoas.