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Conservadores lideram contagem de votos na Croácia

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ELVIS BARUKCIC

União Democrática Croata terá angariado uma maioria simples de votos nas eleições legislativas de domingo, mas não os suficientes para governar sozinha. Movimento de esquerda que promete ser duro com a banca e com políticos corruptos já passou de um para oito assentos, de acordo com uma contagem provisória dos votos

Resultados preliminares das eleições legislativas deste domingo na Croácia anunciados esta segunda-feira apontam para uma vitória dos conservadores da União Democrática Croata (HDZ) mas sem maioria absoluta. Com 60% dos votos contabilizados, o HDZ já garantiu 61 dos 151 assentos parlamentares em disputa, contra 55 para a aliança social democrata de quatro partidos Most ("ponte").

De acordo com a mesma contagem provisória, a Zivi Zid ("escudo humano"), uma coligação de partidos populistas de esquerda, também terá alcançado importantes ganhos, tendo já alcançado oito assentos, contra o único que tinha no anterior parlamento, graças às suas promessas de maior controlo ao setor da banca e de julgar oficiais suspeitos de corrupção.

Ainda não se sabe qual foi a taxa de participação eleitoral neste plebiscito, embora a Reuters aponte que terá decaído bastante em relação às últimas legislativas, fruto do descontentamento e desilusão dos eleitores. Cerca de 3,8 milhões de croatas foram convocados às urnas para o plebiscito de ontem, o segundo em menos de um ano.

O governo formado em novembro e liderado pela HDZ colapsou em junho deste ano por causa de um escândalo de conflito de interesses, que viu o primeiro-ministro, Tihomir Oreskovic, ser afastado do poder numa moção de não-confiança aprovada por 125 dos 151 deputados croatas.

Correspondentes no terreno dizem que uma coligação fraca entre a HDZ e a Ponte não será suficiente para que o novo Governo tenha um mandato claro para encetar as reformas da administração pública exigidas pela União Europeia. Bruxelas quer que o mais recente Estado-membro controle a elevada dívida pública, faça cortes na despesa para combater o défice orçamental, reestruture a função pública e melhor o clima empresarial para garantir um crescimento económico até agora largamente dependente das atividades de empresas estatais.

"Estou seguro de que somos o partido que terá o privilégio de formar um Governo estável para os próximos quatro anos", disse Andrej Plenkovic, diplomata croata e um dos 11 deputados do país no Parlamento Europeu, que assumiu a presidência da HDZ em julho. Os líderes do Most já avisaram que só vão aceitar integrar uma coligação com o partido mais votado se as sias exigências de reformas liberais forem atendidas.