Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Cabeleireira condenada por recusa em atender cliente com hijab

  • 333

Bayan ficou magoada com a situação e diz que “se sentiu pequena, estúpida, não integrada e que não podia entender porque é que um véu podia causar este tipo de situação”

Um tribunal da Noruega condenou esta segunda-feira uma cabeleireira que se negou a aceitar uma cliente porque estava a usar o véu islâmico. O incidente ocorreu no dia 4 de outubro de 2015, na pequena cidade de Bryne, a 30 quilómetros de Stavanger, no sudeste da Noruega. Este foi o primeiro julgamento na Noruega por razões ligadas ao uso do hijab.

A cabeleireira, Merete Hodne, foi acusada de “discriminação religiosa”. O tribunal declarou não ter “qualquer dúvida de que a acusada agiu intencionalmente ao discriminar Malika Bayan, expulsando-a do seu estabelecimento por ser muçulmana”. Foi condenada a pagar uma multa de cerca de mil euros e as custas do processo.

Perante o juiz, a cabeleireira explicou que disse a Malika Baya para procurar outro salão visto que “não aceitava clientes como ela”, pois sentia medo e que “quando vê um hijab, vê um símbolo político, não um símbolo religioso”. De acordo com o jornal espanhol “El Mundo”, Hodne já tinha manifestado na televisão que, para si, o véu islâmico era “símbolo da ideologia islâmica e que por isso era um símbolo do mal”.

Já a jovem de 24 anos, Malika Bayan, referiu que “nunca tinha sofrido de racismo e discriminação desta maneira, de forma tão clara” e que estava ferida com a situação.

A advogada da cabeleireira já fez saber que a sua cliente vai recorrer da decisão.

Merete Hodne, apoiante de grupos islamofóbicos, escreveu na sua página de Facebook que “estaria disposta a morrer” na luta contra o Islão, que considera “muito pior que o nazismo”.