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Internacional

Pelo menos 100 mortos após acordo de cessar-fogo na Síria

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OMAR HAJ KADOUR/GETTY

Nem chegou a entrar em vigor o cessar-fogo alcançado entre Kerry e Lavrov. Poucas horas depois do acordo registaram-se bombardeamentos. Volta a cair por terra a expectativa de trégua na Síria

Poucas horas depois de os EUA e a Rússia terem alcançado um acordo para um cessar-fogo na Síria, pelo menos uma centena de pessoas morreram este sábado na sequência de bombardeamentos aéreos em zonas dominadas pelos rebeldes.

De acordo com a oposição e o Observatório Sírio de Direitos Humanos, 58 civis – na sua maioria mulheres e crianças –morreram num ataque aéreo no mercado da cidade de Idlib, no norte do país. As restantes foram vítimas de bombardeamentos aéreos em Alepo, refere a BBC.

Após uma maratona negocial, o secretário de Estado norte-americano John Kerry anunciou no sábado que foi alcançado um acordo de cessar-fogo para a Síria em conjunto com o seu homólogo russo Serguei Lavrov, que deveria entrar em vigor na segunda-feira.

A trégua prevê a suspensão de todas as operações de combate, adiantou o governante em conferência de imprensa, sublinhando esperar que possibilite a entrada de ajuda humanitária e conduza a uma solução pacífica no país. “Esperamos que [este acordo] venha a reduzir a violência e o sofrimento e abra porta para uma solução de paz para a Síria”, declarou o secretário de Estado norte-americano, citado pela Reuters.

Kerry apelou ainda a todos os lados para respeitarem o acordo, parando os ataques no território. Lavrov sublinhou por sua vez que o documento prevê a cooperação entre a Rússia e os EUA na luta contra o terrorismo, além da recuperação da trégua fracassada na Síria. “Isso tudo cria as condições necessárias para se retomar o processo político, que foi interrompido por um longo período”, disse o governante russo.

Os acordos de cessar-fogo para a Síria têm fracassado sempre, com os EUA a acusarem as forças de Bashar al-Assad de atacar os grupos da oposição e civis. Desde o início do conflito no país há cinco anos, mais de 290 mil pessoas morreram e milhares de outras foram obrigadas a fugir da guerra.