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Coreia do Sul prepara plano para destruir Pyongyang em caso de ataque nuclear

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JUNG YEON-JE/GETTY

Ministério de Defesa sul-coreano diz que pretende lançar bombardeamentos preventivos contra Kim Jong-un e a liderança militar do país em caso de atque militar 7

A Coreia do Sul desenhou um plano para destruir a capital da Coreia do Norte, através de bombardeamentos intensivos se Pyongyang mostrar sinais de ataque nuclear, disse fonte militar de Seul à agência sul-coreana de notícias Yonhap.

"Todos os distritos de Pyongyang, particularmente naqueles onde possa esconder-se o líder norte-coreano, serão completamente destruídos por mísseis balísticos e projéteis de alto poder explosivo assim que o Norte mostre sinais de usar arsenal nuclear.

Por outras palavras, a capital do Norte será reduzida a cinzas e eliminada do mapa", disse aquela fonte militar de Seul à agência sul-coreana de notícias Yonhap.

Os detalhes da operação são divulgados depois de o Ministério da Defesa sul-coreano ter dado conta do denominado "Castigo Massivo e Represália da Coreia do Norte" à Assembleia Nacional, em resposta ao mais recente teste nuclear do Norte.

O conceito operativo do Ministério de Defesa pretende lançar bombardeamentos preventivos contra o líder norte-coreano, Kim Jong-un, e a liderança militar do país, se forem detetados sinais iminentes do uso de armas nucleares ou em caso de guerra, explicou a fonte.

Nesse caso, a Coreia do Sul tem previsto lançar os seus mísseis balísticos Hyunmoo 2A e 2B, com um alcance entre 300 e 500 quilómetros, assim como os seus mísseis de cruzeiro Hyunmoo 3, cujo alcance é de 1.000 quilómetros.

Seul anunciou, em meados de agosto, a intenção de incrementar de forma significativa o seu arsenal de mísseis para fazer frente à "crescente" ameaça armamentística da Coreia do Norte.

Outra fonte disse que Seul criou recentemente uma unidade especial encarregada da destruição da cúpula militar da Coreia do Norte, cuja missão se centra no "lançamento de ataques preventivos sobre eles", segundo declarações recolhidas pela Yonhap.

A Coreia do Norte realizou na sexta-feira o seu quinto teste nuclear, o mais potente até à data.