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Chefe do governo australiano discute no Laos “ataques iminentes” do Daesh

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Malcolm Turnbull (esq.) aterrou no aeroporto de Vientiane na terça-feira à tarde

YE AUNG THU / AFP

Malcolm Turnbull quer aproveitar a cimeira da ASEAN no pequeno país asiático para discutir o reforço da segurança regional com os homólogos da Indonésia, da Malásia e de outros países, após o autoproclamado Estado Islâmico ter avisado que “lobos solitários” estão preparados para executar ataques em Sidney e Melbourne

A Austrália vai oferecer mais ajuda aos países do Sudeste Asiático para um combate coordenado a nível regional contra o autoproclamado Estado Islâmico (Daesh), que recentemente avisou Camberra que “lobos solitários” estão preparados para levar a cabo ataques nas cidades de Sidney e Melbourne.

Depois de aterrar no Laos na terça-feira para a cimeira das nações daquela região (ASEAN), o primeiro-ministro australiano, Malcolm Turnbull, planeia manter hoje encontros com os homólogos da Malásia, da Indonésia e de outros países vizinhos para discutir a expansão dos acordos de contraterrorismo da Austrália na região.

À chegada ao aeroporto internacional de Vientiane, Turnbull declarou que a ameaça do Daesh tem de ser levada a sério sobretudo tendo em conta a perda de território e de pessoal que o grupo radical tem sofrido nos campos de batalha no Iraque e na Síria.

“À medida que vai sendo empurrado para trás, à medida que o seu território vai sendo conquistado, [o Daesh] vai recorrer a atividades terroristas fora do Médio Oriente”, disse ontem, evocando o que Barack Obama e outros líderes políticos e autoridades têm sublinhado nos últimos meses. “Temos de estar muito alerta para as ações destes lobos solitários, indivíduos que, por uma série de razões, possam estar radicalizados.”

Para Turnbull, os programas do seu Governo para evitar o recrutamento de militantes na Austrália e no Sudeste Asiático precisam de mais partilha de informações entre as agências secretas dos vários países da região. Como exemplo da importância destas medidas o líder australiano citou os ataques de 2002 em Bali, na Indonésia, em que 202 pessoas morreram, incluindo 88 australianos e 27 britânicos.

“Quando há atividade terrorista na nossa região, muitas vezes, quase invariavelmente num ataque de grande escala, os australianos podem ser postos em risco e, como já se viu, perder a vida. Estamos todos juntos nisto, tem de haver uma resposta muito forte contra o terrorismo. Estamos comprometidos com isso e aguardo com expectativa as discussões cândidas e construtivas que vão ter lugar nos próximos dias.”