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Schäuble garante redução de impostos a partir de 2017

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Adam Berry/GETTY

Ministro das Finanças germânico explica que medida será possível devido à margem de manobra orçamental conseguida com a política de contenção do governo

O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, afirmou esta terça-feira que poderá haver uma redução de impostos de 15 mil milhões de euros a partir do próximo ano.

As declarações de Schäuble foram feitas na primeira
apresentação do projeto de orçamento federal para 2017, ano eleitoral, no Bundestag (câmara baixa do parlamento).

O titular da Pasta das Finanças indicou que estas medidas vão beneficiar sobretudo a classe média e as pequenas e médias empresas.

A redução da carga fiscal, acrescentou Schäuble, é possível devido à margem de manobra orçamental com que Berlim conta devido à política de contenção defendida pelo Governo.

O chefe do grupo parlamentar conservador, Volker Kauder, apontou há umas semanas que a margem de manobra para baixar impostos era de 15 mil milhões de euros.

Por seu lado, a chanceler alemã, Angela Merkel, indicou recentemente que qualquer redução de impostos seria na próxima legislatura, que arranca no último trimestre de 2017.

Na sua intervenção do parlamento, Schäuble atacou os que na Europa criticam a política orçamental alemã e argumentou que o equilíbrio permite enfrentar momentos de incerteza e ameaças.

O ministro argumentou que as críticas têm proveniência em países que não estão a adotar as reformas necessárias e afirmou que a Alemanha está a aumentar a despesa pública e no contexto europeu é o país que dedica mais à investigação e desenvolvimento.

Schäuble disse ainda que o processo de consolidação orçamental empreendido pelo Governo alemão desde 2009 tem permitido conseguir défice zero desde 2014, reduzir o volume da dívida e dispor de margem de manobra para cobrir as necessidades financeiras que derivam da crise dos refugiados.

Segundo o ministro das Finanças, a dívida do Estado alemão pode ficar em 2020 abaixo de 60% do Produto Interno Bruto (PIB), cumprindo os critérios de Maastricht.