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Presidente filipino arrependido do insulto a Barack Obama

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Rodrigo Duterte, de branco, na cerimónia de inauguração da cimeira da ASEAN, em Vientiane (Laos)

© Jorge Silva / Reuters

Rodrigo Duterte emitiu um comunicado onde lamenta que as suas palavras tenham sido interpretadas como um “ataque pessoal” ao Presidente dos Estados Unidos

Margarida Mota

Jornalista

O Presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, lamentou que as suas palavras sobre Barack Obama tenham soado como um ataque pessoal ao homólogo norte-americano.

“Embora a causa imediata tenha sido os meus fortes comentários sobre certas questões colocadas pela imprensa e que suscitaram preocupações e angústias, também lamentamos que tenham soado como um ataque pessoal ao Presidente dos EUA”, afirmou Duterte num comunicado divulgado esta terça-feira.

Duterte chamou “filho da p...” a Obama, após o chefe de Estado norte-americano sugerir uma discussão sobre as execuções extrajudiciais em curso nas Filipinas, no âmbito da guerra contra o narcotráfico iniciada por Duterte após a subir ao poder, a 30 de junho passado.

Segundo a publicação filipina “Inquirer.net”, que às segundas e quintas atualiza a lista da matança, entre 30 de junho e 4 de setembro já foram executadas 192 pessoas.

Visita histórica

Na sequência das palavras de Duterte, Obama cancelou o encontro entre os dois chefes de Estado previsto para o Laos, onde entre terça e quinta-feira se realiza a cimeira da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) e onde Barack Obama iniciou esta terça-feira uma visita oficial.

No seu comunicado, Duterte diz que as partes concordaram mutuamente “transferir o encontro para uma data posterior”.

Na sua conta no Twitter, Barack Obama ignorou o incidente, preferindo dar relevância ao carater histórico da sua visita ao Laos. “Sabaidii [Olá], Laos! [Sinto-me] honrado por ser o primeiro Presidente dos Estados Unidos a visitar o Laos e a iniciar uma nova parceria entre os nossos países.”

  • Obama cancela encontro com Presidente das Filipinas após ser insultado

    Tanto o Papa Francisco como o embaixador dos EUA em Manila já tinham sido alvos da mesma manifestação de fúria por Rodrigo Duterte, que desta vez não gostou que o Presidente dos EUA sugerisse discutir a campanha de execuções extrajudiciais que está em marcha nas Filipinas desde que Duterte foi eleito em maio