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Obama reconhece direito de protesto a Colin Kaepernick

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JONATHAN ERNST / Reuters

Barack Obama já se pronunciou sobre a atitude do jogador de futebol americano

O Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Barack Obama, referiu esta segunda-feira que Colin Kaepernick, quarterback dos San Francisco 49ers, usufruiu do seu direito previsto na Constituição para levantar questões legítimas como as referentes à injustiça racial.

O jogador de futebol americano causou polémica num jogo de pré-temporada da NFL, quando permaneceu sentado durante o hino dos EUA em sinal de protesto contra a discriminação racial, o que muitos consideraram ser uma falta de respeito para com um símbolo nacional. Uma semana depois, o jogador ajoelhou-se enquanto tocava o hino.

Obama afirma não duvidar da sinceridade do jogador para levantar questões importantes e que Colin veio fazer com que se falasse de temas “que precisam de ser discutidos”. Para o Presidente, é preferível a participação dos jovens no debate democrático, em vez de “pessoas que se sentam à margem e que não prestam qualquer atenção”.

Colin Kaepernick promete continuar sentado em protesto enquanto não houver uma mudança significativa na forma como os EUA tratam a questão da raça.

O protesto do quarterback valeu-lhe ainda uma subida na venda das suas camisolas. Colin, que há umas semanas estava em 20º, tem agora a camisola mais vendida entre os seus colegas de equipa. Só na última semana vendeu mais do que nos últimos 8 meses juntos, afirma Darren Rovell, da ESPN.