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Merkel. Derrota eleitoral não fará alterar política sobre refugiados

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Adam Berry/Getty

Embora “muito descontente” com os resultados nas eleições em Mecklenburg-Western Pommerania – que deram vantagem à extrema-direita – , a chanceler germânica garante que não mudará a política sobre os refugiados e o direito à integração

A chanceler alemã, Angela Merkel, garantiu esta segunda-feira que continuará a defender as "linhas mestras" da sua política sobre refugiados, considerando-as corretas, apesar da derrota eleitoral nas eleições regionais no estado de Mechlemburgo-Antepomerânia, gangas pela direita populista.

Em declarações aos jornalistas após o fim da Cimeira do G20, que decorreu em Hangzhou (China), Merdel considerou que a União Cristã Democrata (CDU), que lidera, deve perceber que "muitas pessoas não têm agora a confiança suficiente" na defesa desse ideal, razão pela qual o partido deve trabalhar "intensamente para a recuperar".

"Muito descontente" com os resultados no Estado de onde é natural, na região da extinta República Democrática Alemã (RDA), Merkel assumiu ser corresponsável pelos resultados, salientando que a campanha esteve sempre dominada por temas nacionais, como a crise dos refugiados e o direito à integração e não por temas regionais.

"A base das decisões aprovadas nos últimos meses é correta", assegurou, pondo de parte uma eventual mudança de estratégia e admitindo que a CDU "tem muito trabalho pela frente".

A chanceler alemã defendeu, por outro lado, o acordo firmado entre a União Europeia (UEE) e a Turquia para a devolução de refugiados e imigrantes ilegais e, ao mesmo tempo, reduzir o número dos que pedem asilo depois de chegarem à Alemanha (que recebeu cerca de 1,1 milhões de pessoas), melhorar a integração e impulsionar as expulsões de quem não tem direito a permanecer no país.

Na opinião de Merkel, a Alemanha consegui "já muito", embora esteja claro que haverá que convencer os cidadãos de que se trata do caminho correto a seguir.

Questionada sobre se a derrota eleitoral pode influir na decisão de voltar a apresentar-se como candidata à Chancelaria alemã para uma quarta legislatura nas eleições gerais de 2017, Merkel limitou-se a repetir que anunciará uma decisão "no momento oportuno".