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Madre Teresa: Um modelo de “amor gratuito” e de trabalho “em defesa da vida humana”

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STEFANO RELLANDINI/REUTERS

Cerimónia de canonização de Madre Teresa de Calcutá decorreu este domingo, no Vaticano. Mais de 100 mil pessoas estiveram presentes, incluindo chefes de Estado e centenas de freiras da congregação Missionárias da Caridade, fundada por si, bem como centenas de sem-abrigo

A cerimónia de canonização de Madre Teresa de Calcutá decorreu este domingo, na Praça de São Pedro, no Vaticano. Durante a celebração, o Papa Francisco elogiou o trabalho da freira “em defesa da vida humana”, salientando que esta é um modelo de “amor gratuito” dado a todos, independentemente da raça ou religião.

Mais de 100 mil pessoas, incluindo chefes de Estado e centenas de sem-abrigo, estiveram presentes na cerimónia em que Madre Teresa foi declarada santa, ela que esteve durante toda a sua vida “à disposição de todos através do acolhimento e da defesa da vida humana”, afirmou o Papa Francisco, recordando que a freira sempre dizia que “o não nascido é o mais pequeno, o mais débil, o mais pobre”. Madre Teresa de Calcutá, recorde-se, recebeu em 1979 o Prémio Nobel da Paz, pela sua luta contra o aborto.

Sublinhando que a freira fez “sentir a sua voz aos poderosos da terra para que reconhecessem a sua culpa perante os crimes da pobreza criada por eles mesmos”, o líder da Igreja católica recordou como madre Teresa “se debruçava sobre as pessoas fracas, que morriam abandonadas nas ruas, reconhecendo a dignidade que Deus lhes deu”.

“Que esta incansável trabalhadora da misericórdia nos ajude a compreender cada vez mais que o nosso único critério de ação é o amor gratuito, livre de toda a ideologia e de todo o vínculo e derramado sobre todos sem distinção de língua, cultura, raça ou religião”, sublinhou o Papa.

O decreto de canonização da Madre Teresa de Calcutá foi assinado a 15 de março. Há vários anos que a freira, nascida no Kosovo, era classificada como "santa das sarjetas" por muitos fiéis católicos, pelo seu trabalho de missionária nos bairros de lata de Calcutá, na Índia. Foi ela, aliás, que fundou a congregação Missionárias da Caridade. Em 2003, foi proclamada beata numa cerimónia na praça de São Pedro, no Vaticano.