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Eleições na Alemanha. Políticas migratórias podem deixar Merkel em maus lençóis

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AXEL HEIMKEN/EPA

A forma como a chanceler alemã tem lidado com a questão dos refugiados poderá penalizar o seu partido nas eleições regionais deste domingo

Perto de 1,3 milhões de alemães votam este domingo no Estado Federal de Mecklenburg-Western Pommerania, o círculo eleitoral da chanceler Angela Merkel. Ao final do dia, quando forem conhecidos os resultados da eleição, ficará a saber-se se os eleitores tiveram em conta a política de refugiados seguida pelo Governo, e se vão ou não castigar nas urnas o partido da chanceler.

Merkel agradeceu ao povo a sua disponibilidade para ajudar pessoas necessitadas durante o discurso de encerramento da campanha, este sábado em Bad Doberan, nordeste da Alemanha. “A grande maioria das pessoas estão prontas para ajudar aqueles que passam por dificuldades no mundo. Devemos continuar a fazê-lo, afirmou.

A chanceler deixou, no entanto, um aviso aos requerentes de asilo: “Os que não tiverem a intenção de ficar devem deixar o nosso país”.

Merkel reiterou a decisão, de há um ano, de não fechar as fronteiras aos refugiados que chegam pela Áustria, vindos da Hungria, disse a chanceler numa entrevista publicada este sábado no jornal “Bild”, negando as acusações de que Berlim reduziu as ajudas sociais por causa apoio aos refugiados.

SPD na frente, AfD pode ficar em segundo

Sondagens recentes indicam que o partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) poderá conseguir um total de 21 a 23% dos votos, enquanto os sociais democratas do SPD são dados como favoritos à conquista de 28% dos 71 lugares em disputa neste ato eleitoral.

O partido de Angela Merkel, CDU, pode não conseguir melhor do que um terceiro lugar. Segundo os estudos de opinião, o partido pode ficar-se pelos 20 a 22% dos votos.

O futuro afigura-se pouco animador para a chanceler alemã, que terá ainda de confirmar se vai ou não recandidatar-se a um quarto mandato nas eleições gerais de 2017.

Segundo sondagens recentes, a popularidade de Merkel tem vindo a decrescer. Atualmente apenas 44% dos alemães acreditam que é a mulher certa para liderar o país.