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Cimeira do G20. Obama sublinha distância nos direitos humanos entre China e EUA

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MARK SCHIEFELBEIN / POOL

O presidente norte-americano, Barack Obama, sublinhou hoje as diferenças que separam a China dos Estados Unidos no campo dos direitos humanos e da liberdade de imprensa. O discurso é também uma resposta a um incidente na véspera, com os serviços de segurança chineses, e o avião em que o presidente seguia

O presidente norte-americano, Barack Obama, sublinhou hoje as diferenças que separam a China dos Estados Unidos no campo dos direitos humanos e da liberdade de imprensa, em resposta a um incidente na véspera com os serviços de segurança chineses.


"É importante que a imprensa tenha acesso ao trabalho que estamos prestes a realizar, que tenha oportunidade de questionar", declarou Obama, depois do incidente na pista do aeroporto de Hangzhou entre um agente chinês e os jornalistas acreditados na Casa Branca.
A cidade chinesa de Hangzhou acolhe hoje e segunda-feira a reunião dos líderes do G20.

Depois da aterragem do avião presidencial norte-americano -- Air Force One --, um agente chinês impediu que a imprensa americana que viajava a bordo do avião desembarcasse. "Não deixamos os nossos valores e ideais para trás quando viajamos", acrescentou Obama, garantindo que não hesitou em discutir com os seus anfitriões chineses temas delicados.

"Quando levanto questões como a dos direitos humanos, há certas tensões que possivelmente não ocorrem quando o presidente Xi se reúne com outros dirigentes", disse Obama. No momento do incidente, um responsável da Casa Branca interveio, assinalando ao agente chinês que se tratava do avião do presidente dos Estados Unidos, que, segundo a AFP, terá respondido em inglês: "Aqui é a nossa casa. É o nosso aeroporto".

Durante a confusão, o agente terá mesmo tentado impedir que a Conselheira para a Segurança Nacional, Susan Rice, se juntasse ao presidente Obama, correndo na sua direção quando ela pretendia passar o cordão que delimitava o espaço reservado para a passagem do chefe de Estado norte-americano.
De acordo com a AFP, o agente chinês terá ainda trocado palavras pouco delicadas com a delegação norte-americana.

Obama viu-se ainda "forçado" a sair pela porta traseira do seu avião, ao contrário do que é habitual no protocolo, e sem direito à passadeira vermelha que receberam outros dirigentes, como a primeira-ministra britânica, Theresa May.