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“'Brexit' é 'Brexit'”. Theresa May reforçou na China a saída do Reino Unido da UE

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Primeira-ministra britânica, Theresa May, na China

JONATHAN ERNST/REUTERS

Theresa May continua cautelosa mas positiva sobre o futuro do Reino Unido após a saída da União Europeia. “Não será um mar de rosas”, avisou, mas está “otimista”

A primeira-ministra britânica reafirmou hoje o seu compromisso com o “Brexit” e sublinhou que o “Reino Unido vai sair da União Europeia”, numa conferência de imprensa antes do início da cimeira do G20 na cidade chinesa de Hangzhou.

“Efetivamente 'Brexit' significa 'Brexit'”, disse Theresa May, ao ser questionada sobre a possibilidade de a rutura com a União Europeia (UE) poder ser repensada.

May falava numa conferência de imprensa conjunta com o Presidente norte-americano, Barack Obama, com quem realizou o seu primeiro encontro.

Pouco antes de realizar a sua “estreia” na cimeira do G20, Theresa May frisou que não haverá um segundo referendo sobre a permanência do Reino Unido na UE.

Obama disse aos jornalistas, à saída do encontro com May, que fará o que for necessário para “garantir que as consequências da decisão [da saída do Reino Unido da UE] não destruam um relacionamento económico muito forte que poderá tornar-se ainda mais forte no futuro” entre os Estados Unidos e o Reino Unido.

“Brexit”, uma ameaça à economia mundial?

A reunião das principais economias mundiais, que vai decorrer no Centro de Exposições Internacionais da capital da província chinesa de Zhejiang, tem como tema “Avançar para uma economia mundial inovadora, vigorosa, interconectada e inclusiva”.

O objetivo é “construir uma globalização sem setores sociais que se sintam prejudicados” e “elaborar um plano de estímulo para a economia mundial”, anunciaram os organizadores chineses.

Durante a cimeira de Brisbane, Austrália, em 2014, os líderes do G20 estabeleceram como meta elevar o ritmo de crescimento dos seus Produtos Internos Brutos para dois por cento, até 2018.

Aquele objetivo é agora ameaçado pelo “Brexit”, pela volatilidade nos mercados financeiros, pela queda dos preços das matérias-primas e pelo abrandamento das economias da China e de outros países emergentes.

O “Brexit” não será “um mar de rosas”

Horas antes de viajar para a China, May deu a primeira grande entrevista a um programa televisivo britânico, onde avisou que o “Brexit” não será “um mar de rosas” para o Reino Unido. A primeira-ministra reiterou que as negociações com a UE não vão começar antes do próximo ano, mas prometeu que o processo não será “invalidado”.

May também rejeitou a possibilidade de eleições antecipadas no país, que precisa de “estabilidade”, afirmou.

“Devemos estar preparados para o facto de podermos ter de enfrentar momentos difíceis. Mas estou otimista”, frisou a líder britânica, insistindo que o país transformará a saída da UE “num sucesso”. May quer “um Reino Unido independente, que trilhe o seu próprio caminho no mundo”.