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Internacional

China ratifica acordo de Paris sobre o clima

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Koichi Kamoshida/Getty Images

O anúncio deverá ser feito ao final deste sábado, numa ação conjunta entre os Presidentes dos Estados Unidos e da China, líderes das duas nações mais poluidoras do mundo

A China ratificou o acordo global de Paris sobre o clima, informou a agência de notícias chinesa XInhua. Espera-se que, ainda hoje, o Presidente americano Barack Obama repita o gesto.

A China, que recebe a cimeira do G20 na cidade de Hangzhou a 4 e 5 de setembro, é o maior emissor de CO2 para a atmosfera - logo seguida pelos EUA -, e um dos maiores contribuidores para o aquecimento global.

É esperado que o anúncio seja formalizado ainda este sábado, pelos líderes de ambos os países que se encontram reunidos numa cimeira bilateral. Barack Obama e Xi Jinping deverão dar a boa nova numa conferência de imprensa conjunta, ao final do dia.

Elementos do Comité Permanente do Congresso Nacional Popular adotaram “a proposta que revê e ratifica o Acordo de Paris” ao início da manhã, informou a agência chinesa.

O passo dado torna cada vez mais real a concretização do acordo sobre o clima. O Acordo de Paris só poderá entrar em vigor caso seja ratificado por, pelo menos, 55 países, responsáveis por 55% das emissões de gases em todo o mundo.

O gesto da China coloca pressão sobre outras nações que ainda têm de ratificar o acordo e que vão estar presentes na cidade de Hangzhou, a partir de domingo, para participar na cimeira do G20. Antes da decisão chinesa, 23 nações já tinham validado os termos da proposta de Paris, mas aquelas representam apenas 1% das emissões de CO2.

No acordo histórico de dezembro passado, os países concordaram em reduzir as emissões para, assim, ser possível concretizar o objetivo global de manter o aumento médio das temperaturas abaixo dos 2C.

No final de 2015, o Instituto de Meteorologia britânico revelava que em 2016 as temperaturas poderiam situar-se 1,1C acima dos níveis pré-industriais (correspondentes à época de 1850-1899).