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China e EUA ratificam acordo sobre o clima

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Os Presidentes americano e chinês, Barack Obama e Xi Jinping, sorridentes durante a reunião em que anunciaram a ratificação pelos EUA e China do acordo sobre o clima

Wang Zhao/Reuters

Num dia histórico, os dois maiores poluidores do mundo acabam de ratificar o acordo alcançado em Paris, em dezembro passado. O Reino Unido poderá ser o próximo

O presidente norte-americano, Barack Obama, afirmou hoje que o acordo sobre o clima alcançado na cimeira de Paris (COP21) em dezembro poderá ser visto pelas gerações futuras como “o momento em que finalmente decidimos salvar o planeta”.

“Em última análise, (o acordo) vai marcar um ponto de viragem para o nosso planeta”, afirmou Obama, depois de ter sido anunciada a ratificação conjunta do tratado pelos Estados Unidos e pela China.

Obama elogiou ainda a liderança americana e chinesa nas questões do clima: “Estamos a conduzir o mundo para o objetivo que definimos”.

Entretanto, um porta-voz do Governo britânico citado pela BBC afirmou que o Executivo se prepara para ratificar o acordo o mais depressa possível, apesar de não ter adiantado uma data.

Barack Obama chegou este sábado a Hangzhou, na China, onde vai participar na cimeira do G20, que decorre no domingo e na segunda-feira, naquela que deverá ser a sua última viagem áquele país enquanto chefe do Estado.

Entretanto, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, que participou no encontro entre Obama e Xi Jinping, manifestou-se hoje “otimista” com a entrada em vigor do acordo de Paris até ao final do ano.

“Vocês deram um forte impulso para a entrada em vigor do acordo. Estou otimista de que podemos chegar lá antes do final do ano”, afirmou após o encontro entre os dois chefes de Estado..

A Assembleia Nacional Popular ratificou hoje o acordo alcançado na cimeira do clima de Paris do ano passado, um importante passo para que o pacto possa entrar em vigor. A notícia tinha sido avançada logo ao início da manhã de sábado pela agência de notícias chinesa Xinhua.

O Acordo de Paris é o primeiro pacto universal para combater as alterações climáticas e só entra em vigor após ser ratificado por pelo menos 55 países que somem no total 55% das emissões globais.

Destinado a substituir em 2020 o Protocolo de Quioto, o Acordo de Paris tem como objetivo manter o aumento da temperatura média mundial abaixo de 2 graus centígrados em relação aos níveis pré-industriais.