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Estados Unidos acusam Assanje de divulgar dados roubados pela Rússia

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“Terá o Wikileaks se transformado numa máquina de lavagem de material comprometedor reunido pelos espiões russos? E numa perspectiva mais ampla, qual é precisamente a relação entre o sr. Assange e o Kremlin do sr. Putin?”, questiona um artigo do “The New York Times”


“Como a Rússia frequentemente beneficia quando Julian Assange revela segredos do Ocidente” é o título do artigo do “The New York Times” que lança suspeitas sobre supostas ligações do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, ao regime de Moscovo.

A divulgação, eftuada em julho pelo Wikileaks, de perto de 20 mil emails do Comité do Partido Democrata, que indicavam que a campanha de Hillary Clinton nas primárias havia conspirado para minar o seu principal opositor Bernie Sanders, é um dos dados no centro da tese defendida.

Responsáveis norte americanos indicaram estar altamente convictos que os dados foram hackeados pelo Governo russo, o que leva o jornal a questionar:

“Terá o Wikileaks se transformado numa máquina de lavagem de material comprometedor reunido pelos espiões russo? E numa perspetiva mais ampla, qual é precisamente a relação entre o sr. Assange e o Kremlin do sr. Putin?”

Às suspeitas em relação à fonte dos dados do Wikileaks, o artigo junta uma análise das informações que têm sido difundidas pelo site de Assange, considerando que ao mesmo tempo que tem sido altamente agressivo em relação aos Estados Unidos, tem passado estranhamente ao lado da atuação do regime russo, cujas características frisam ir contra a transparência que o site diz defender:

“Por convicção, conveniência ou coincidência, os documentos divulgados pelo Wikileaks, assim como muitas declarações de Asssange, frequentemente beneficiaram a Rússia, à custa de prejudicar o Ocidente”.

Assange ganhou notoriedade internacional ao divulgar em 2010 informações secretas norte americanas sobre a intervenções militar no Afeganistão e Iraque.

Desde há quatro que permanece na Embaixada do Equador em Londres para evitar ser extraditado para a Suécia onde pendem sobre ele acusações de abusos sexuais.

O fundador do WikiLeaks tem defendido que o objetivo último daqueles que pretendem a sua captura é que acabe por vir a ser julgado nos Estados Unidos pela divulgação de informações confidenciais