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Enrique Peña Nieto convidou e Donald Trump disse 'sim'

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JIM LO SCALZO / EPA

Candidato republicano à Casa Branca vai hoje ao México para se encontrar com o Presidente do país vizinho, horas antes do que classifica de "importante discurso" sobre a imigração. Campanha de Hillary Clinton ainda não respondeu ao convite

Donald Trump vai ao México esta quarta-feira para se encontrar com o Presidente do país, horas antes de delinear as suas propostas de combate à imigração clandestina num comício de campanha em Phoenix, no Arizona.

No Twitter, o candidato republicano disse esta madrugada que está ansioso pelo encontro com Enrique Peña Nieto, que convidou igualmente Hillary Clinton, a candidata presidencial democrata, a visitar o México e a encontrar-se com ele. Dialogar com ambos, sublinha o líder mexicano, irá ajudar a "proteger os mexicanos onde quer que eles estejam".

A visita do magnata do imobiliário ao México está prevista para esta quarta-feira ao final do dia, entre um evento de angariação de fundos na Califórnia e o seu discurso sobre imigração em Phoenix, um tema que tem marcado a campanha presidencial norte-americana e no contexto do qual Trump tem lançado inúmeros ataques ao país vizinho e aos seus habitantes.

Desde que confirmou a sua candidatura à nomeação republicana, tornando-se no candidato oficial do partido à Casa Branca em julho, Trump já acusou os mexicanos de "trazerem drogas e crime" para os EUA e de serem "todos violadores", prometendo construir um muro a dividir os dois países e culpando o México pelo desaparecimento de postos de trabalho nos Estados Unidos.

Em resposta a isto, Nieto deu uma entrevista em março na qual criticou a "retórica estridente" de Trump, traçando paralelismos entre o candidato republicano e os antigos ditadores de Itália e da Alemanha. "Foi assim que Mussolini chegou ao poder, foi assim que Hitler chegou ao poder, aproveitaram-se de uma situação, de um problema talvez, que a humanidade estava a enfrentar após uma crise económica."

Na terça à noite, a postura foi outra: "Acredito no diálogo para proteger os interesses dos mexicanos no mundo e, principalmente, para proteger os mexicanos onde quer que estejam", declarou ontem, ao anunciar um encontro privado com Trump para hoje. A campanha de Clinton, pelo contrário, ainda não respondeu ao convite do líder mexicano.

A visita de Trump acontece numa altura em que o candidato republicano continua bem atrás da rival democrata nas sondagens nacionais, uma diferença nas intenções de voto que é particularmente notória entre minorias como os latino-americanos. Apesar de tudo, um novo inquérito divulgado na terça mostra que essa diferença está a começar a diminuir.

Também ontem, uma outra sondagem mostrou que o número de republicanos que se dizem "arrependidos" por terem nomeado Trump nas primárias aumentou de 44% para 54%, a par da queda de 44% para 35% entre os que acham que o magnata populista e xenófobo foi "a melhor escolha".