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Dilma é destituída mas pode voltar a concorrer a eleições

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UESLEI MARCELINO/ Reuters

Senado votou a favor da destituição mas não teve o mesmo consenso quanto à inibição dos direitos políticos de Dilma Rousseff

Cátia Bruno

Cátia Bruno

Jornalista

O Senado brasileiro determinou esta quarta-feira a perda do mandato de presidente, mas não foi tão longe quanto à limitação do futuro político de Dilma Rousseff.

Apesar de a maioria dos senadores (42) ter votado a favor da inibição dos direitos políticos da ex-presidente para os próximos oito anos, tal decisão só poderia valer se fosse aprovada com mais de dois terços dos votos (54), o que não foi o caso. Dilma Rousseff pode assim continuar envolvida na política, ficando aberta a porta para uma candidatura a qualquer lugar político.

A decisão é especialmente sensível tendo em conta o precedente que pode abrir para outros políticos envolvidos em processos polémicos que podem ser afastados. Isso mesmo se comentava no Congresso esta quarta-feira, segundo conta a edição brasileira do "El País", com destaque para o ex-presidente da câmara dos deputados, Eduardo Cunha, e outros envolvidos na operação Lava Jato.