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Brainstorm Brexit. Governo de May começa a discutir futura saída da UE

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Franco Origlia / Getty Images

Primeira-ministra britânica e membros do seu gabinete vão encontrar-se esta quarta em Chequers para debater objetivos das futuras negociações com Bruxelas. Esta terça-feira, May garantiu que não haverá segundo referendo nem votação dos termos da saída

Theresa May vai presidir esta quarta-feira a uma reunião do seu gabinete no retiro de campo do primeiro-ministro britânico em Chequers, no condado de Buckinghamshire, para começar a delinear a estratégia de saída da União Europeia e os objetivos das futuras negociações com Bruxelas na sequência do referendo que deu a vitória ao Brexit a 23 de junho.

Os ministros estarão reunidos para debater como avançar com as negociações de saída do bloco, perante rumores de tensões e prioridades divergentes entre figuras-chave do novo Governo britânico. Presentes estarão, entre outros, Boris Johnson, líder da campanha pelo Brexit que May convidou para ser ministro dos Negócios Estrangeiros, David Davis, o "ministro Brexit", e Liam Fox, secretário de Estado do Comércio com quem May tem maiores diferenças.

Depois de ter avisado que as negociações com Bruxelas só começarão, na melhor das hipóteses, em 2017, na terça a primeira-ministra exclui qualquer hipótese de um novo referendo ao Brexit ou a convocação de uma votação aos termos da saída da UE.

De acordo com o correspondente político da BBC, antes do interregno de verão May pediu aos membros do seu gabinete que estudassem as "oportunidades" para os seus departamentos, antecipando-se que o encontro desta quarta-feira em Chequers seja inaugurado com as propostas de cada um. May já avisou que o artigo 50.º do Tratado de Lisboa, que prevê a saída de um Estado-membro da UE e que nunca foi usado, só deverá ser ativado, na melhor das hipóteses, no início do próximo ano.

A partir desse momento, o Reino Unido terá um prazo máximo de dois anos para concluir as negociações de saída a menos que os restantes 27 Estados-membros do bloco regional aceitem alargar esse prazo. Neste momento, o Executivo britânico continua a estudar uma forma de continuar a integrar o mercado único europeu para manter a livre circulação de bens, serviços e capital impondo, no entando, restrições à livre circulação de pessoas — que vários líderes europeus dizem ser condição sine qua non para a pertença ao mercado único.