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Trump convida quarterback da NFL a sair dos EUA

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Sara D. Davis/ Getty Images

Em causa está o protesto de Colin Kaepernick, que não se levantou quando o hino começou a tocar. “Que procure um país que se adeque melhor a ele”, comentou o candidato à casa Branca

Donald Trump não foi de meias medidas (tal como tem sido habitual) quando questionado sobre a polémica com o quarterback Colin Kaepernick (que em forma de protesto se recusou a levantar quando toca o hino nacional). O candidato Republicano à Casa Branca convidou o atleta dos San Francisco 49ers a ir à procura de um país melhor.

“Acho que é algo terrivel e talvez ele [Colin Kaepernick] procure um país que se adeque melhor a ele. Deixem-no tentar. Não vai acontecer”, considerou Trump em entrevista à KIRO Radio.

Colin Kaepernick, na passada sexta-feira, ficou sentado durante cerca de um minuto antes do início de uma partida quando o hino norte-americano tocava. E foi aí que a polémica estalou. Há quem o acuse de falta de respeito ou de humildade, mas também quem o compreenda porque naquele país “há coisas que os jovens negros aprendem a fazer para não serem mortos”.

Para o atleta, tanto Trump como Hillary Clinton representam “os problemas que os EUA enfrentam”. “Temos Hillary que já chamou aos jovens e às crianças negras de predadores, e depois temos Donald Trump que é abertamente racista. Temos uma candidata presidencial que apagou e-mails e fez coisas ilegais... Isso não faz qualquer sentido porque se fosse outra pessoa já estaria preso. Então, o que realmente este país defende?”, questionou Colin Kaepernick quando explicava, no domingo, o motivo do seu protesto.

Outra das vozes críticas de Kaepernick foi um veterano do exército norte-americano, Senior Airman Brian Kolfage, que esteve em missão no Iraque em 2004. O militar nega que os Estados Unidos da América sejam um país que oprime as pessoas e aconselha o Kaepernick a conhecer a realidade no Médio Oriente.

O quarterback dos San Francisco 49ers (futebol americano) diz que o fez para defender os que “não têm voz”, os que morrem nas ruas num país que “oprime pessoas negras e de outras raças”. O debate volta a estar lançado – os protagonistas são os Estados Unidos, novamente a questão da discriminação racial e da violência policial e um outsider com uma cor de pele diferente e muito para dizer: “As pessoas estão a morrer em vão porque este país não lhes dá o que prometeu”.