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Dilma emocionou-se durante o depoimento no Senado

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UESLEI MARCELINO/REUTERS

“Uma doença grave poderia ter abreviado a minha existência (…) Mas hoje só temo a morte da democracia”, afirmou Dilma Rousseff, enquanto enxugava as lágrimas que lhe escorriam pelo rosto

A presidente brasileira afastada, Dilma Rousseff, emocionou-se por diversas vezes ao longo do seu depoimento perante o Senado federal esta segunda-feira.

Dilma começou por chorar logo numa fase inicial da sua intervenção, ao recordar a época em que esteve presa durante a ditadura militar, referindo depois diversos momentos da história do Brasil em que outros presidentes foram alvo de tentativas de os retirarem do poder de forma ilegítima.

Mais adiante voltaria a chorar ao falar da sua luta contra o cancro. “Uma doença grave poderia ter abreviado a minha existência (...) Mas hoje só temo a morte da democracia”, afirmou Dilma Rousseff enquanto enxugava as lágrimas que lhe escorriam pelo rosto.

Dilma haveria de ficar ainda com a voz semiembargada quando falou sobre “a perseguição das elites” que diz terem ido contra “a autoestima dos brasileiros e brasileiras que resistiram aos pessimistas de plantão”, procurando descredibilizar a “capacidade do país de realizar a Copa do Mundo e as Olimpíadas”.

A presidente brasileira, afastada do cargo desde maio, dirigiu-se aos senadores brasileiros no julgamento que poderá determinar a sua destituição. Dilma declarou estar de consciência tranquila, independentemente do resultado, por não ter cometido nenhum dos crimes de que é acusada.