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Internacional

Conversações para acordo de comércio com EUA estão num “momento crucial”

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JOHN MACDOUGALL/GETTY

Merkel e Bruxelas garantem que continuam as conversações para o acordo de comércio livre com os EUA. Comissão Europeia diz que está a fazer “progressos” nas negociações em curso

A Comissão Europeia garantiu esta segunda-feira que continua a negociar um acordo de comércio livre com os Estados Unidos em nome dos 28 Estados-membros da União Europeia, incluindo a Alemanha, apesar das críticas do ministro da Economia alemão ao processo.

Depois do seu ministro da Economia, Sigmar Gabriel, ter dito que as negociações do tratado falharam, o porta-voz da chanceler alemã, Angela Merkel, veio agora dizer que ainda é possível concluir o acordo.

Steffen Seibert afirmou que "as negociações ainda não acabaram", assinalando que "obviamente há diferenças de opinião" em temas como a proteção do ambiente e os direitos do consumidor.

O porta-voz da Comissão Europeia, Margaritis Schinas afirmou, por seu lado, que Bruxelas está a negociar a Parceria Transatlântica para o Comércio e Investimento, mais conhecida pela sigla inglesa TTIP, com base no mandato que lhe foi atribuído pelos países comunitários, lembrando que as negociações comerciais "levam o seu tempo".

Na opinião do porta-voz, a Comissão Europeia está a fazer "progressos" nas negociações em curso, cuja última ronda teve lugar em meados de julho em Bruxelas.

"As conversações estão agora num momento crucial porque há propostas para quase todos os temas que estão em cima da mesa e uma ideia quanto à forma do futuro acordo", explicou Schinas.

"Se as condições forem adequadas, a Comissão Europeia está disposta a fechar o acordo no fim do ano", acrescentou, recordando que o presidente da Comissão, Jean-Claude Juncker, já tinha dito que "não vai sacrificar os padrões europeus de segurança, sociais, saúde e de proteção de dados ou a diversidade cultural" pelo comércio livre.

O ministro da Economia e vice-chanceler alemão, Sigmar Gabriel, afirmou que "as conversações com os Estados Unidos falharam" porque os europeus não têm de ceder às exigências americanas.