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Cessar-fogo definitivo entra em vigor na Colômbia

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RAUL ARBOLEDA

A trégua definitiva na Colômbia acontece mais de 50 anos depois do início da guerra entre o Governo e as FARC e quatro anos depois do início das conversações de paz concluídas na semana passada na capital cubana

Entrou esta segunda-feira em vigor um cessar-fogo definitivo na Colômbia ordenado pelo Presidente, Juan Manuel dos Santos, na sexta-feira, na sequência do acordo de paz alcançado com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) na semana passada, após 52 anos de uma guerra que viu mais de 220 mil pessoas morrerem e seis milhões ficarem deslocadas.

O cessar-fogo entrou em vigor pela meia-noite, hora local (5h da manhã em Lisboa), entre as forças de segurança da Colômbia e a guerrilha comunista, pondo fim a uma das mais longas insurgências do mundo, na sequência de quatro anos de conversações de paz entre representantes de um lado e de outro em Havana, a capital cubana. Um acordo final será assinado pelo Governo e pelos dirigentes das FARC no próximo mês.

"Nunca mais veremos pais enterrar os seus filhos e filhas mortos na guerra", disse aos jornalistas o líder do grupo separatista Rodrigo Londono, também conhecido como Timoleon Jimenez ou Timochenko, ao dar as ordens aos seus membros para que ponham fim aos ataques armados. "Todas as rivalidades e rancores ficarão no passado."

As declarações seguiram-se ao anúncio que Dos Santos fez no Twitter após assinar um decreto que ordena a suspensão de todas as operações militantes contra as FARC. "Um dos capítulos mais dolorosos do país" chegou ao fim", escreveu na rede social, falando do cessar-fogo como um "passo histórico", que se segue ao acordo de paz formalmente anunciado em Havana na quarta-feira passada.

Esse acordo deverá ser ratificado pelos guerrilheiros das FARC em setembro, antes de a população colombiana ser chamada a votá-lo num referendo convocado para 2 de outubro.