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Internacional

Atentado bombista faz pelo menos 50 mortos no Iémen

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Atentado na cidade portuária de Aden, no Iémen, faz mais de 45 mortos

EPA

Número de vítimas foi avançado à AFP por fonte das forças de segurança do país. Ataque já foi reivindicado pelo autoproclamado Estado Islâmico

Pelo menos 50 pessoas terão morrido esta segunda-feira de manhã num atentado bombista em Aden, a segunda maior cidade do Iémen, havendo um número para já indeterminado de feridos, avançou fonte das forças de segurança à AFP.

De acordo com essa fonte sob anonimato, o ataque suicida teve como alvo um campo de treino do Exército naquela cidade. O bombista conduziu um carro até perto de um ajuntamento de novos recrutas no campo de treino da milícia pró-governamental Resistência Popular, no norte de Aden, fazendo-se explodir no local. A mesma fonte diz ainda que o balanço de vítimas poderá aumentar nas próximas horas.

Fontes médicas dizem que entre 45 e 60 pessoas poderão ter perdido a vida no ataque, que acontece ao 17.º mês consecutivo de uma guerra civil no país entre o Governo sunita apoiado pela Arábia Saudita e os rebeldes hutis xiitas que lutam para o depôr. De acordo com a ONU, mais de 6600 pessoas, na sua maioria civis, já perderam a vida neste ano e meio de conflito, havendo pelo menos 2,5 milhões de iemenitas deslocados dentro e fora do país.

Pelas 10h da manhã em Lisboa, a agência do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh), a Amaq, reivindicou o atentado, confirmando as suspeitas das autoridades de que a responsabilidade recairia nesse grupo ou na Al-Qaeda, as duas redes extremistas que têm executado ataques na cidade portuária de Aden em meses recentes.

O atentado desta manhã acontece dias depois de o Governo iemenita e os rebeldes terem reagido positivamente a uma nova iniciativa de paz anunciada na semana passada pelos Estados Unidos e sob a qual os hutis aceitam abandonar a capital, Sanaa, e dar início a conversações para formar um Governo de unidade.

Os rebeldes dizem estar preparados para retomar as negociações suspensas no início de agosto no Kuwait apenas se a coligação liderada pelos sauditas parar de atacar os seus bastiões no Iémen e acabar com o cerco aos territórios sob o seu controlo.