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Internacional

Alemanha perdeu o rasto a 9 mil crianças refugiadas

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A situação das crianças refugiadas retratada pelo artista britânico Bansky

GETTY

Chegaram ao país sem estarem acompanhadas. A maioria tem entre 14 e 17 anos, mas mais de 860 são menores de 13 anos

As autoridades alemães anunciaram esta segunda-feira que perderam o rasto a 8991 crianças que chegaram ao país sem estarem acompanhadas e cujos pedidos de asilo haviam sido registados.

O Gabinete da Polícia Criminal Federal (GPCF) disse que a maioria das crianças tem entre 14 e 17 anos, mas mais de 860 são menores de 13 anos.

O GPCF frisou contudo não haver dados concretos que indiquem as crianças tenham caído em poder de criminosos, referindo que por vezes elas abandonam os centros de refugiados, onde se registaram inicialmente, deslocando-se para outros sem que as autoridades se apercebam dessa situação, uma vez que não possuem documentos de identificação. Em outros casos podem ter abandonado os centros para irem ao encontro de famíliares.

“Muitas estão desaparecidas porque elas estão a tentar chegar até às suas famílias ou comunidades (…) Mas em muitos casos, elas podem ter sido capturadas, elas podem ter confiado numa pessoa que pretende lucrar com a sua vulnerabilidade, ou elas podem ter sido vítimas de tráfico”, afirmou por seu turno Federica Toscano, da organização Missing Children Europe, em declarações prestadas à Quartz.

A Save the Children refere que crianças são levadas para a Alemanha por traficantes que pretendem depois que lhes paguem 50 mil euros pela viagem. Crianças da Nigéria e da Roménia, algumas das quais com apenas 13 anos de idade, foram forçadas a prostituírem-se, após lhes terem sido prometidos empregos como cabeleireiras e babysitters, segundo um relatório desta ONG citado pelo “The Telegraph”. A organização entrevistou também rapazes que tiveram de fazer trabalhos forçados ou traficar droga para pagarem as suas dividas. .