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Trump: Imigrantes que ultrapassem o limite dos vistos vão ser expulsos do país

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CARLO ALLEGRI/REUTERS

Se vencer as eleições norte-americanas, Donald Trump vai implementar “um sistema de verificação eletrónica de âmbito nacional para impedir que os imigrantes ilegais tenham acesso à segurança social e a outros direitos”

Helena Bento

Jornalista

Donald Trump, candidato à presidência dos Estados Unidos, prometeu que, se ganhar as eleições, vai “começar a expulsar rapidamente do país os imigrantes ilegais criminosos, que foram libertados nos EUA e nas comunidades americanas sob a administração incompetente Obama-Clinton”.

Trump, que se encontrava em Des Moines, no estado do Iowa, em campanha eleitoral, garantiu ainda que vai construir um “magnífico muro” na fronteira e implementar “um sistema de verificação eletrónica de âmbito nacional para impedir que os imigrantes ilegais tenham acesso à segurança social e a outros direitos”. “Vamos desenvolver um sistema de entradas e saídas para garantir que os que ultrapassem o limite dos vistos sejam expulsos”. Fronteiras abertas? Isso gera “muita criminalidade”, portanto, “vai acabar”.

Depois de um início de campanha marcado por fortes ataques a mexicanos, muçulmanos, imigrantes e mulheres, Donald Trump tem vindo a moderar o seu discurso. As últimas sondagens, que o colocam bem atrás de Hillary Clinton, a isso o obrigaram. A entrada de muçulmanos nos EUA já não é, para si, um problema, excepto se vierem de países problemáticos como a Síria, Iraque e Afeganistão. Também os mais de 11 milhões de imigrantes que entraram no país sem documentos, incluindo crianças que já nasceram nos Estados Unidos, já não serão corridos a pontapé do país, só o serão os que forem criminosos.

Que consequências, em termos de apoios e votos, terá esta nova versão de Trump, mais “soft”, não se sabe, mas Sarah Palin, candidata a vice-presidente do Partido Republicano em 2008 e sua apoiante este ano, já revelar o seu descontentamento e preocupação. “Se o sr. Trump enveredar por uma posição insípida em assuntos que são tão caros à sua base de apoio, relacionados com o respeito da nossa Constituição e da lei e da ordem na América, então sim, isso será uma enorme desilusão”, disse Palin ao “Wall Street Journal”.