Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Sondagem: Metade dos alemães não querem Merkel no poder a partir de 2017

  • 333

Carsten Koall/Getty Images

Merkel não anunciou ainda as suas intenções para as legislativas do outono de 2017. Se decidir candidatar-se, os obstáculos a enfrentar serão muitos e muito difíceis

Helena Bento

Jornalista

Uma sondagem divulgada no domingo pelo jornal alemão “Bild am Sonntag” revela que metade dos alemães não querem que a chanceler Angela Merkel seja reeleita nas eleições legislativas do próximo ano. 42% são a favor da sua permanência no comando dos destinos do país.

Merkel não anunciou ainda as suas intenções para as legislativas de setembro de 2017. Em agosto do ano passado, a revista alemã “Der Spiegel” dava como certa a sua candidatura ao quarto mandato como chanceler alemã. Merkel teria já, aliás, e segundo a revista, reunido com o partido para decidir a campanha para a reeleição.

A chanceler alemã terá de enfrentar uma série de obstáculos difíceis caso decida candidatar-se às eleições. A sua política de acolhimento de refugiados continua a ser alvo de duras críticas por parte dos seus opositores, num momento em que a Europa atravessa várias crises: a crise dos refugiados, a crise causada pela saída do Reino Unido da União Europeia, a crise da Síria, a crise do reemergente imperialismo russo, a crise do acentuar da deriva autocrática de Erdogan na Turquia.

Na segunda-feira passada, Angela Merkel esteve reunida com o primeiro-ministro italiano Matteo Renzi e com o Presidente francês François Hollande. O encontro, que decorreu na ilha de Ventotene, ao largo da cidade de Nápoles, tinha como objetivo discutir precisamente o futuro da Europa e analisar a saída do Reino Unido.

Os três líderes insistiram num “novo futuro” e num “novo impulso” para a União Europeia. “A Europa não acabou com a tempestade do 'Brexit'. Respeitamos a escolha dos britânicos, mas agora vamos virar a página para escrever um novo futuro”, disse o anfitrião do encontro, Matteo Renzi. “Os nossos desafios são tremendos”, referiu Angela Merkel, enumerando, para além do Brexit, as questões de defesa e da segurança relacionadas com a ameaça do terrorismo. “O risco atual na Europa é a fragmentação, a divisão”, disse, por seu lado, o Presidente francês.