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Internacional

Papa troca discurso por oração pelas vítimas do sismo

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Franco Origlia / Getty Images

Francisco disse à multidão reunida na Praça de São Pedro estar chocado com a devastação que o sismo de magnitude 6,2 na escala de Richter provocou no centro de Itália

“Ouvir o presidente de Amatrice dizer que a cidade já não existe e que há crianças entre as vítimas deixa-me profundamente triste”, disse esta manhã o Papa Francisco, em reação ao terramoto que abalou o centro de Itália e dirigindo-se a milhares de crentes que estavam reunidos na Praça de São Pedro, em Roma, onde todas as quartas-feiras se dirige aos fiéis nuna audiência pública.

Esta manhã, o Papa começou por dizer que tinha pensado falar aos peregrinos “sobre o tema da proximidade de Jesus, neste ano da misericórdia”. Porém, os eventos mais recentes do país sobrepuseram-se ao discurso que tinha preparado.

“À luz das notícias sobre o terramoto que atingiu o centro da Itália, devastando áreas inteiras e deixando pessoas mortas e feridos, não posso deixar de manifestar a minha grande dor e proximidade a todas as pessoas nos lugares afetados e para todos aqueles que perderam seus entes queridos”, disse Francisco, logo acrescentando: “Quero dedicar-lhes esta oração e dizer-lhes para confiarem no carinho e abraço de toda a Igreja, que neste momento os acolhe com todo o seu amor materno”.

Francisco aproveitou a oportunidade para “agradecer os esforços dos voluntários e homens da Proteção Civil” e pegando num rosário iniciou então a oração com todos os presentes.

O sismo de magnitude 6,2 na escala de Richter provocou pelo menos 38 mortos, deixou dezenas de pessoas debaixo de escombros e destruiu várias localidades.

O primeiro abalo foi registado pelas 3h36 locais (menos uma hora em Lisboa) perto da cidade de Accumoli, na província de Rieti, cerca de 76 quilómetros a sul de Perugia, com epicentro a dez quilómetros de profundidade. Esse e os abalos seguintes fizeram-se sentir um pouco por toda a região centro, incluindo na capital.

Amatrice foi uma das cidades montanhosas, da província de Perugia, que mais estragos sofreu. Aos media, o presidente de Câmara local, Sergio Pirozzi, disse que “metade da cidade deixou de existir” e está sem acessos, após as estradas e uma ponte terem sofrido graves danos. “O que é que posso dizer? É uma tragédia. Há muitas pessoas presas nos escombros, as casas já lá não estão... Houve um deslizamento de terras e há uma ponte que pode colapsar”, relatou em direto na televisão italiana.