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Itália, um longo historial de sismos

Roberto Serra/Getty Images

Recuando até 1915, a lista de ocorrências sísmicas no país recorda abalos particularmente trágicos, como o que matou mais de 2700 pessoas, em 1980. Em 2012, as regiões da Emilia Romagna e Bondeno foram notícia, pelos piores motivos. Assis, cidade vizinha ao sismo desta quarta-feira, ainda não esqueceu o abalo de 26 de setembro 1997, que provocou 11 mortos e danos em património histórico, como a Basílica de São Francisco

Dois meses e dois dias depois do sismo que atingiu a zona de Amatrice, Accumoli e Norcia, a 24 de agosto, esta quarta-feira, a zona centro de Itália volta a ser sacudida por um sismo de magnitude 5.4 e epicentro a 9,3 de profunidade, próximo de Assis, não muito distante da área atingida há 63 dias.

Em agosto passado, o país foi atingido por um sismo de magnitude 6,2, registado a 76 km de Perugia e a 10 km da superfície, que provocou cerca de 300 mortos e milhares de desalojados. Dois meses depois da tragédia, de acordo com a Proteção Civil italiana, “os acampamentos estão praticamente encerrados”. Mas ainda há 23 pessoas a viverem em tendas, 17 das quais na região do Marche, onde hoje se sentiu o terramoto.

No entanto, há cerca de mil pessoas que estão alojadas em hotéis e outros alojamentos nas zonas afetadas terremoto – “mais da metade nos hotéis de San Benedetto del Tronto”. Outros optaram pelos “lares de projeto C.A.S.E.”, ou por casas de repouso.

O ano negro de 1976: 2000 mortos em Friuli

Quatro anos antes, a 29 de maio de 2012, terremotos de magnitude 5,6 e 5,8 atingiram a província da Emilia Romagna, no norte do país. Quinze pessoas morreram, com várias cidades a sofrerem danos pesados e 5000 pessoas a serem forçadas a abandonar as suas casas.

Dias antes, em 20 de maio de 2012, um tremor de magnitude 5,9 também no norte da Itália, em Bondeno, fez seis mortos e 50 feridos.

Recuando até 2009, um sismo de magnitude 6,3 provocou mais de 300 mortos na região de L' Aquila.

Em 2002, no dia 31 de outubro, quando um abalo de magnitude 5,9 atingiu Campobasso (na região centro-sul do país), o balanço foi particularmente trágico por, entre as 30 mortes contabilizadas, haver a lamentar, sobretudo, crianças, em San Giuliano di Puglia.

Um outro tremor de terra, a 17 de julho de 2001 – com magnitude de 5.2 – atingiu a região de Alto Adige. Uma mulher morreu.

Em 1997, a 26 de setembro, aconteceram também dois fortes abalos. Tiveram magnitude de 6.4, causando 11 mortos e vários danos em património histórico, como na Basílica de São Francisco, em Assis.

Outros abalos aconteceram a 13 de dezembro de 1990 (com epicentro ao largo da Sicília e um saldo de 13 mortos) e em novembro de 1980, este com magnitude de 6,5 e consequências particularmente trágicas, já que mais de 2700 pessoas perderam a vida.

As restantes datas mais trágicas foram 6 de maio de 1976, com um outro abalo de 6.5 a atingir Friuli, provocando quase mil mortos e deixando cerca de 70.000 sem casa; a 27 de julho de 1930, em Irpinia, no sul (1400 pessoas morreram) e a 13 de janeiro de 1915, um abalo de 7,0, que matou 32.600, uma página negra na história de Avezzano, região no centro de Itália.