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Itália, um longo historial de sismos

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Roberto Serra/Getty Images

Recuando até 1915, a lista de ocorrências no país recorda abalos particularmente trágicos, como o que matou mais de 2700 pessoas, em 1980. Há menos tempo, em 2012, Emilia Romagna e Bondeno foram notícia, pelos piores motivos

Com as equipas de socorro ainda no terreno e as primeiras imagens das cidades italianas afetadas pelo sismo desta madrugada a fazerem notícia – Amatrice, Accumoli e Norcia estão entre as que mais tremeram – o país recorda outros abalos que deixaram marca.

Esta quarta-feira falamos de um sismo de magnitude 6,2, registado a 76 km de Perugia e a 10 km da superfície. Há pouco mais de quatro anos, a 29 de maio de 2012, terremotos de magnitude 5,6 e 5,8 atingiram Emilia Romagna, no norte do país.Quinze pessoas morreram, com várias cidades a sofrerem danos pesados e 5000 pessoas a serem forçadas a abandonar as suas casas.

Dias antes, em 20 de maio de 2012, um tremor de magnitude 5,9 também no norte da Itália, em Bondeno, fez seis mortos e 50 feridos.

Recuando um pouco mais, em 2009, um sismo de magnitude 6,3 provocou mais de 300 mortos na região de L' Aquila.

Em 2002, no dia 31 de outubro, quando um abalo de magnitude 5,9 atingiu Campobasso (na região centro-sul do país), o balanço foi particularmente trágico por, entre as 30 mortes contabilizadas, haver a lamentar, sobretudo, crianças, em San Giuliano di Puglia.

Um outro tremor de terra, a 17 de julho de 2001 – com magnitude de 5.2 – atingiu a região de Alto Adige. Uma mulher morreu.

Em 1997, a 26 de setembro, aconteceram também dois fortes abalos. Tiveram magnitude de 6.4, causando 11 mortos e vários danos em património histórico, como na Basílicade São Francisco, em Assis.

Outros abalos aconteceram a 13 de dezembro de 1990 (com epicentro ao largo da Sicília e um saldo de 13 mortos) e em novembro de 1980, este com magnitude de 6,5 e consequências particularmente trágicas, já que mais de 2700 pessoas perderam a vida.

As restantes datas mais trágicas foram 6 de maio de 1976, com um outro abalo de 6.5 a atingir Friuli, provocando quase mil mortos e deixando cerca de 70.000 sem casa; a 27 de julho de 1930, em Irpinia, no sul (1400 pessoas morreram) e a 13 de janeiro de 1915, um abalo de 7,0, que matou 32.600, uma página negra na história de Avezzano, região no centro de Itália.