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Há quem escave com as mãos para salvar os sobreviventes

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CIRO DE LUCA/REUTERS

Sismo “apocalíptico” em várias zonas do centro Itália faz pelo menos 120 mortos - Amatrice é a localidade mais afetada. Há dezenas de pessoas presas nos escombros

Os números cedem ao passar das horas e são atualizados ao ritmo a que as autoridades e a Proteção Civil vão anunciando somas oficiais. Há o total de mortos - pelo menos 120 - , mas há depois os desaparecidos e os que se sabe estarem ainda vivos, por gritarem debaixo dos escombros, pedindo ajuda.

Depois do sismo e das muitas réplicas que têm sacudido o centro de Itália, a preocupação máxima são os sobreviventes, que as equipas de resgate procuram desesperadamente.

No caso de Amatrice e zonas dos arredores, montanhosas e difíceis, o terreno está a dificultar as operações. Há zonas onde só se consegue chegar a pé ou de helicóptero, além de faltar energia elétrica e de as linhas telefónicas estarem cortadas. Há relatos de gente que ajuda, escavando as ruínas com as próprias mãos. Como acontece em catástrofes desta dimensão, o Exército italiano também já foi chamado para ajudar.

Entre os casos com final feliz que estão a fazer notícia há o de um homem de 65 anos, resgatado dos escombros de uma casa que desabou totalmente, em Accumoli.

Em Pescara del Tronto foram salvas duas crianças, de 4 e 7 anos. Quando se apercebeu do sismo, a avó - com quem passavam férias - manteve-as debaixo da cama, conta a imprensa italiana, acrescentando que a senhora também sobreviveu, embora continuasse presa entre os destroços na altura em que o caso foi relatado.

Um balanço não oficial refere a existência de 150 desaparecidos.

(Texto atualizado às 18h29)

  • “Temos de esperar para não o magoar, ok?”

    Sismo “apocalíptico” em várias zonas do centro Itália faz pelo menos 120 mortos - Amatrice é a localidade mais afetada. Há dezenas de pessoas presas nos escombros. Operações de socorro estão em curso e são de grande delicadeza. “Temos de esperar para não o magoar, ok?”, diz um elemento das equipas de socorro a uma pessoa presa entre escombros

  • Itália, um longo historial de sismos

    Recuando até 1915, a lista de ocorrências no país recorda abalos particularmente trágicos, como o que matou mais de 2700 pessoas, em 1980. Há menos tempo, em 2012, Emilia Romagna e Bondeno foram notícia, pelos piores motivos