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Forças turcas atravessam fonteira com a Síria em ofensiva contra o Daesh

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Getty Images

Força Aérea tinha lançado ataques aéreos contra alvos do autoproclamado Estado Islâmico e contra curdos sírios no início da semana, alegadamente em preparação para a operação no terreno iniciada na manhã desta quarta-feira em Jarablus

Uma dúzia de veículos de combate das Forças Armadas turcas entrou esta quarta-feira na Síria pela fronteira norte do país após a Força Aérea ter bombardeado uma área sob o controlo do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) no início da semana.

De acordo com fontes militares aos media turcos, citadas pela BBC, 70 alvos do grupo radical na área de Jarablus já foram destruídos por fogo de artilharia e ataques com rockets, a juntar aos outros 12 alvos do Daesh que foram destruídos nos ataques aéreos.

A operação no terreno sírio integra uma estratégia do Governo turco para impedir que os curdos da Síria se estabeleçam na fronteira dos dois países. Com esse propósito, os bombardeamentos aéreos iniciados no fim de semana também tiveram como alvo batalhões peshmerga (forças curdas sírias) instalados naquela região, noticia o correspondente da BBC em Gaziantep, perto da fronteira síria.

A Turquia teme desde 2011 que o surgimento do Daesh no Iraque e na Síria conduza à proclamação de um Estado autónomo curdo que dê força aos turcos que pertencem a essa minoria e que lutam há várias décadas pela sua autodeterminação. Concentrados sobretudo no sudeste do país, os separatistas pretendem criar o seu próprio Estado independente da Turquia.

Por esse motivo, as autoridades turcas demoraram algum tempo até aceitarem integrar a coligação internacional liderada pelos Estados Unidos e que integra mais de dez nações árabes, criada com o intuito de destronar o autoproclamado Estado Islâmico através de bombardeamentos aéreos e de prestação de apoio aos rebeldes que combatem o grupo extremista no terreno, em particular as forças curdas.

Quando decidiu juntar-se aos esforços internacionais, apoiando os ataques aéreos ao Daesh e abrindo a base aérea estratégica de Incirlik aos aliados do Ocidente, a Turquia retomou igualmente as operações militares contra os curdos dentro do seu território, provocando em julho de 2015 o colapso do processo de paz iniciado com o ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), após este ter anunciado o fim da luta armada.