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Total de migrantes mortos no Mediterrâneo aumentou no 1.º semestre de 2016

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BULENT KILIC/GETTY

Quase 3000 migrantes perderam a vida ou desapareceram quando tentavam chegar à Europa, um total 37% superior ao registado em igual período de 2015

Quase 3000 pessoas morreram ou desapareceram quando tentavam atravessar o Mediterrâneo nos primeiros seis meses de 2016, divulgou a Organização Internacional para a Análise de Dados da Migração Global. Segundo o relatório do centro estatístico de Berlim, foram exatamente 2901 pessoas, total que representa um aumento de 37% face a igual período do ano passado.

A existência de novas e mais perigosas práticas de contrabando e o recurso a rotas mais arriscadas para tentar chegar à Europa explicam o aumento do número de mortes, a maioria das quais (2484) ocorreu na chamada rota do Mediterrâneo Central –ligação do norte de África para a Itália – percorrida por cerca de 70.000 pessoas durante o primeiro semestre de 2016.

Esta rota é especialmente perigosa por causa da duração da viagem, com a agravante de os contrabandistas continuarem a sobrelotar as embarcações e de se perceber que agora estão a fazer sair mais barcos ao mesmo tempo, o que dificulta as operações de resgate.

Segundo Frank Laczko, diretor do centro estatístico, só um estudo mais aprofundado permitirá determinar se outros fatores estão a influenciar o crescente número de mortes. Eventualmente, a viagem por terra até à costa é, por si só, tão cansativa, que os migrantes arriscam a travessia do Mediterrâneo já exautos e em estado de desnutrição.

Citado pela agência AP, Laczko defende que o relatório mostra ser necessária a criação de mais canais legais para os migrantes chegarem à Europa, mas também fazem falta melhores campanhas de informação, que alertem para os perigos da viagem.