Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Mais de 500 civis mortos na última semana na Síria

  • 333

GEORGE OURFALIAN/GETTY IMAGES

Ativistas denunciam mais bombardeamentos pelas forças sírias e russas e aumento de uso de armas proibidas após perda de território

Mais de 500 civis foram mortos numa só semana, na sua maioria em raides aéreos e bombardeamentos das forças do Governo de Bashar al-Assad e da Rússia em várias cidades sírias, noticia a Al Jazeera.

Segundo os Comités de Coordenação Local (LCC), uma rede de ativistas sírios no terreno, pelo menos 508 pessoas, entre elas 96 crianças e 73 mulheres, perderam a vida entre 13 e 19 de agosto, em ataques levados a cabo em Alepo, Idlib, Damasco e Hama.

Em Alepo e nos seus subúrbios foram registadas pelo menos 205 mortes em bombardeamentos no leste da cidade e em confrontos com as forças de Assad durante as batalhas pelo controlo daquela parte estratégica de território. Algumas das mortes foram provocadas por minas antipessoal plantadas pelo autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) nos arredores de Manbij, cidade que o grupo radical foi forçado a abandonar nessa semana.

Em entrevista à Al Jazeera, Moataz Hamouda, um ativista dos LCC sediado em Alepo, explicou que as mortes de civis têm estado a aumentar à medida que o regime de Assad perde terreno nas batalhas com os rebeldes apoiados pelo Ocidente.

“A Rússia está a responder às suas derrotas militares nas frentes de Alepo após um duro golpe desferido pelos rebeldes contra as forças leais ao Governo [sírio]”, disse, referindo-se ao fim do cerco a Alepo que o regime mantinha há dois anos. O fim do cerco à cidade e a tomada dos fortes militares pelos rebeldes também frustraram a Síria e a Rússia e também estão a aumentar o uso de armas proibidas, desde mísseis de fragmentação a fósforo branco e napalm.