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Internacional

Ativistas turcos organizam raro protesto após homicídio brutal de mulher transexual

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OZAN KOSE

Corpo de Hande Kader, uma prostituta de 23 anos, foi encontrado queimado numa floresta nos arredores de Istambul uma semana depois de ter sido avistada pela última vez a entrar no carro de um cliente num bairro rico da cidade

Cerca de 200 pessoas, na sua maioria ativistas e defensores dos direitos da comunidade LGBT, manifestaram-se domingo em Istambul para exigir justiça pela morte bárbara de uma mulher transexual.

O corpo de Hande Kader, uma prostituta de 23 anos, foi encontrado mutilado e queimado numa floresta dos arredores da cidade no início deste mês, uma semana depois de ter sido vista pela última vez a entrar no carro de um suposto cliente num bairro chique de Istambul.

Ativista da comunidade turca de lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros, Kader transformou-se num ícone após enfrentar os canhões de água e balas de borracha que a polícia usou para tentar impedir a marcha do Orgulho Gay em junho de 2015.

Segundo a BBC, que citou testemunhas, alguns deputados da oposição ao Governo AKP do Presidente Recep Tayyip Erdogan participaram na manifestação, rara para os membros da comunidade LGBT na Turquia. A polícia esteve sempre pronta a intervir com canhões de água no protesto de ontem, refere a AFP.

Ainda nenhum suspeito ou pessoa de interesse foram detidos no decorrer da investigação à morte da ativista transexual desde que a sua colega de casa identificou o corpo numa morgue da cidade no início de agosto.

Este é o segundo homicídio a abalar a comunidade LGBT em Istambul nos últimos meses, depois da morte de Muhammad Wisam Sankari, um homem sírio assumidamente gay cujo corpo decapitado e mutilado foi identificado pelos seus colegas de casa no final de julho.