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Trump apela ao voto negro. “O que têm a perder em tentar algo novo?”

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Bill Pugliano/Getty Images

Candidato republicano à Casa Branca falou a uma audiência esmagadoramente branca para explicar que Hillary Clinton vê os negros como “votos, e não seres humanos que merecem um futuro melhor”

Donald Trump acredita que pode tornar-se o presidente mais popular de sempre junto da comunidade afro-americana nos Estados Unidos. O candidato presidencial apelou esta sexta-feira à noite ao voto dos afro-americanos, argumentando: "O que raio têm a perder por tentarem algo novo, como Trump?".

O republicano falou a uma audiência esmagadoramente branca num comício em Dimondale, no estado do Michigan, para lançar críticas à rival Hillary Clinton. Dirigindo-se à comunidade negra, Trump traçou um cenário dramático para estes eleitores: "Vocês estão a viver na pobreza, as vossas escolas não são boas, estão no desemprego, 58% dos vossos jovens estão desempregados. Se continuarem a votar nas mesmas pessoas, continuarão a obter os mesmos resultados".

Prosseguindo o ataque à candidata democrata, Trump acusou Clinton de "intolerância" e de aproveitamento dos eleitores negros: "Hillary vê os afro-americanos como possíveis votos, não como seres humanos que merecem um futuro melhor". "Ela prefere dar trabalho a um refugiado do que a um negro", acusou, comparando os afro-americanos que vivem em zonas como Detroit a "refugiados no próprio país".

O apelo está a ser visto por analistas internacionais como uma tentativa de alargar a sua base de apoio, num altura em que sondagens citadas pela BBC revelam que apenas 2% do eleitorado afro-americano apoia Trump.

No comício, o republicano garantiu que no final do primeiro mandato como presidente, terá conquistado "95% dos votos dos afro-americanos" - tudo apesar de Barack Obama, o presidente historicamente mais popular junto da comunidade, ter conseguido 93% no auge da sua popularidade.

Donald Trump tem sido criticado pela comunidade afro-americana em várias ocasiões, nomeadamente por contar com o apoio de um antigo líder do grupo racista Ku Klux Klan.