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Ministério Público turco confisca bens de 187 empresários

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Os empresários em causa são procurados e suspeitos de terem ligações com o opositor Fethullah Gülen, acusado pelo governo de ter planeado o golpe falhado de julho passado

O Ministério Público de Istambul ordenou esta quinta-feira a apreensão dos bens de 187 empresários procurados e suspeitos de terem ligações com o opositor Fethullah Gülen, acusado pelo governo turco de ter planeado o golpe falhado de julho passado.
A informação foi avançada pelos meios de comunicação social turcos.

Durante uma grande operação da polícia turca realizada em Istambul, capital económica da Turquia, e em outras cidades do país, 60 suspeitos, incluindo donos de grandes empresas, foram colocados em prisão preventiva, relatou a agência noticiosa local Dogan.

O Ministério Público emitiu 187 mandados de detenção no âmbito desta operação, a segunda desde o início da semana, que visou, entre outros elementos, o líder da confederação patronal Tüskon e vários empresários turcos conhecidos.

Entre os empresários abrangidos pelos mandados de detenção encontra-se o genro do presidente da câmara de Istambul, Kadir Topbas, membro influente do Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP, islâmico e conservador) do Presidente turco Recep Tayyip Erdogan, de acordo com os 'media' turcos.

Os detidos são acusados de financiar um grupo terrorista, a FETO (Organização de Terror Fethullah), uma sigla lançada pelos governantes turcos para designar o movimento liderado por Fethullah Gülen, o clérigo e opositor exilado nos Estados Unidos que Ancara acusa de ter patrocinado o golpe.

Na sequência da tentativa de golpe militar, a 15 de julho, o executivo turco declarou o estado de emergência e desencadeou uma purga em diversos organismos estatais e setores da sociedade turca para localizar os alegados seguidores de Gülen.

O primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, anunciou na quarta-feira à noite que 40.029 pessoas tinham sido detidas desde o dia do golpe falhado, das quais 20.355 foram presas.

Numa intervenção transmitida pela televisão turca, Binali Yildirim acrescentou que 79.900 funcionários públicos foram demitidos das respetivas funções, nomeadamente nos setores do exército, da polícia e da justiça.

O representante informou ainda que 4.262 empresas ou instituições com ligação a Fethullah Gülen foram encerradas.