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Quatro extremistas mortos em operação da secreta russa em São Petersburgo

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Quase três mil cidadãos russos, na sua maioria naturais das repúblicas do norte do Cáucaso, onde foi levada a cabo a operação, juntaram-se a grupos jihadistas na Síria e no Iraque

Quatro presumíveis membros de um grupo extremista islâmico do norte do Cáucaso foram mortos esta quarta-feira durante o assalto de forças especiais russas a um apartamento em São Petersburgo, informaram os serviços secretos russos (FSB).

Num comunicado citado pelas agências russas, o FSB precisa que o assalto foi lançado no âmbito de uma operação para deter "pessoas procuradas por presumível participação em grupos armados ilegais no norte do Cáucaso".

"Os criminosos foram mortos numa troca de tiros quando tentaram resistir", acrescenta o texto.

A Comissão de Investigação, principal autoridade de investigação federal russa, precisou que quatro suspeitos, que se encontravam todos no mesmo apartamento, foram mortos no assalto e que as autoridades estão a tentar identificar os corpos.
Nenhum agente policial ou civil foi ferido na operação, acrescentou.

Fonte da Comissão Nacional Antiterrorista russa citada pelas agências russas identificou três dos homens mortos como Zalim Shebzukhov, Astemir Sheriev e Vyacheslav Nyrov.

A mesma fonte precisou que os suspeitos pertenciam a uma organização terrorista da república da Kabardino-Balkária, no norte do Cáucaso.

Imagens transmitidas pelas televisões a meio do dia mostravam agentes fortemente armados e com o rosto tapado a cercar um bloco de apartamentos nos arredores noroeste de São Petersburgo, segunda cidade mais importante da Rússia.
A maior parte dos grupos armados do Cáucaso jurou lealdade ao grupo extremista Estado Islâmico e muitos prometeram retaliar a entrada da Rússia no conflito armado na Síria, em finais de setembro de 2015.

Cerca de 2.900 cidadãos russos, na sua maioria naturais das repúblicas do norte do Cáucaso, juntaram-se a grupos 'jihadistas' na Síria e no Iraque, segundo o FSB.