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Quatro milhões de dólares para família de negro morto por polícia nos EUA

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A companheira de Akai Gurley no dia em que o polícia foi acusado de homicídio

Spencer Platt/ Getty Images

Akai Gurley, de 28 anos, foi morto num vão de escadas escuro de um edifício de habitação social em Brooklyn. Um polícia que patrulhava o local disparou ao ouvir barulho. A bala fez ricochete na parede e matou-o

A cidade de Nova Iorque aceitou pagar 4,1 milhões de dólares (3,6 milhões de euros) aos parentes de um pai de família negro acidentalmente morto por um polícia em novembro de 2014, indicou esta terça-feira o advogado da família.

Akai Gurley, de 28 anos, foi morto num vão de escadas escuro de um edifício de habitação social em Brooklyn, quando subia as escadas porque o elevador nunca mais vinha.

Um polícia novato que patrulhava o poço das escadas um andar acima disparou ao ouvir barulho. A bala fez ricochete na parede e matou Akai Gurley, que não estava armado.

A sua morte, como a de outros jovens negros mortos pela polícia, desencadeou muitas manifestações condenando a brutalidade policial em relação aos cidadãos negros.

No total, a família de Akai Gurley receberá mais de 4,5 milhões de dólares (4 milhões de euros): 4,1 milhões da cidade de Nova Iorque, 400.000 do Departamento de Habitação Social e 25.000 do polícia Peter Liang, autor do disparo mortal, precisou o advogado da família, Scott Rynecki, citado pela agência de notícias francesa AFP.

Peter Liang, de 28 anos, que entrou para a polícia quatro meses antes da tragédia, foi considerado culpado de homicídio involuntário em fevereiro deste ano e afastado da polícia.

Em abril, um juiz reviu a sentença, condenando-o por homicídio por negligência a cinco anos de período experimental e 800 horas de trabalho comunitário.

O acordo financeiro foi concluído na segunda-feira à tarde perante um juiz do tribunal de Brooklyn, depois de a família de Akai Gurley ter apresentado queixa contra a cidade de Nova Iorque em maio de 2015.

Kimberly Ballinger, mãe da filha de quatro anos de Akai Gurley, está satisfeita com o resultado, disse o advogado.

"Ela quer retomar a sua vida normal e espera agora poder criar a filha de ambos para que ela se torne alguém em quem Akai tivesse orgulho", acrescentou.

O dinheiro será depositado em nome da menina, mas a mãe, mulher-a-dias, receberá uma quantia mensal para a sua educação, precisou ainda o advogado.