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Japão assinala 71º aniversário da rendição que pôs fim à Segunda Guerra

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TORU YAMANAKA / AFP / Getty Images

Foi sentindo um “profundo arrependimento” que o imperador Akihito desejou esta segunda-feira “que nunca mais se repitam os danos da guerra.” O primeiro-ministro Shinzo Abe, que tem sido criticado pelos pacifistas no Japão por querer alterar um artigo da Constituição que estabelece a renúncia do país à guerra como meio de resolver disputas internacionais, também defendeu a paz e estabilidade

O imperador Akihito do Japão invocou esta segunda-feira "profundo arrependimento" pelo passado beligerante do país, no 71.º aniversário da rendição incondicional japonesa, que pôs fim à II Guerra Mundial.

"Olhando para o nosso próprio passado e sentindo profundo arrependimento, desejo sinceramente que nunca mais se repitam os danos da guerra", disse o imperador Akihito durante uma cerimónia em Tóquio.

O anúncio da rendição incondicional do Japão foi feito a 15 de agosto de 1945 pelo imperador Hirohito (pai do atual imperador), dias depois dos bombardeamentos atómicos de Hiroshima e Nagasaki. A 6 de agosto de 1945, a força aérea norte-americana largava sobre Hiroshima a primeira bomba atómica da história e três dias mais tarde repetia a ação sobre Nagasaki. A utilização da arma, fruto do "Projeto Manhattan", desenvolvido no maior dos secretismos durante anos, determinou a capitulação do Japão e o fim da Segunda Grande Guerra.

Mesmo 71 anos volvidos, as relações do Japão com os países vizinhos continuam tensas por causa das atrocidades do exército japonês e da ascensão militarista do país no início do século XX.

Desde o início do seu reinado, em 1989, Akihito, de 82 anos, tem personificado o Japão pacifista e democrático no respeito da Constituição de 1947. Akihito usou pela primeira vez no ano passado, por ocasião do aniversário dos 70 anos, a expressão "profundos remorsos".

"Devemos agir para nunca repetir os horrores da guerra. É um compromisso que temos de manter para contribuir para a paz e estabilidade", disse esta segunda-feira o primeiro-ministro Shinzo Abe, que pacifistas criticam pela intenção de alterar a Constituição do Japão, em particular o artigo 9.º, que estabelece a renúncia do país à guerra como meio de resolver disputas internacionais.

Hoje, a Presidente sul-coreana, Park Geun-Hye, chamou a atenção para a necessidade de relações "orientadas para o futuro" entre o seu país e o Japão, não obstante um grupo de deputados de Seul ter sido alvo de críticas pelo Japão, ao visitar pequenas ilhas reclamadas por ambos os países.