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Alepo: Mais de 270 civis mortos desde final de julho

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ABDALRHMAN ISMAIL/REUTERS

Apesar da trégua de três horas diárias para Alepo anunciada na quinta-feira pela Rússia, a luta prossegue na região

Um total de 277 civis, entre os quais mais de uma centena de menores e mulheres, morreu desde 31 de julho nos combates e ataques na cidade de Alepo e na província homónima, no Norte da Síria.

Segundo informou hoje o Observatório Sírio de Direitos Humanos, citado pela agência EFE, do total de civis mortos, 209 perderam a vida em ataques com aviões de guerra, helicópteros e projéteis em diversos bairros da cidade de Alepo.

Destes, 90 morreram nas zonas orientais da cidade controladas pela oposição armada, enquanto 117 perderam a vida nos setores ocidentais, que estão sob controlo das forças leais ao regime sírio, e mais dois faleceram em ataques dos rebeldes a um bairro de Alepo.

O número total de civis mortos inclui ainda 67 que perderam a vida em ataques de aviões de combate e helicópteros a várias zonas rurais do Sul, Oeste e Norte da província de Alepo, tendo também um homem sido assassinado a tiro num caminho rural dessa região.

De acordo com o observatório, os bombardeamentos aéreos russos e do regime sírio, assim como o lançamento de projéteis por parte da oposição armada nos bairros de Alepo e nas zonas rurais da província, causaram centenas de feridos, alguns dos quais permanecem em estado grave.

Apesar da trégua de três horas diárias para Alepo anunciada na quinta-feira pela Rússia, a luta prossegue na região. A Rússia, aliada de Damasco, assegurou que a trégua visa permitir que a ajuda humanitária possa chegar a Alepo e que, durante esse período, cessem todas as ações militares, incluindo os ataques aéreos e com fogo de artilharia.

Contudo, o enviado da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Síria, Staffan de Mistura, considerou na quinta-feira que esta trégua é "insuficiente" e que são necessárias pelo menos 48 horas contínuas para a distribuição de ajuda.

A cidade de Alepo está a ser disputada entre as forças de Damasco e os rebeldes desde o verão de 2012, quando os revoltosos conquistaram grandes áreas da cidade, a segunda maior da Síria e uma das mais castigadas pelo conflito que já dura desde março de 2011.